A Lei nº 15.198/2025 estabelece diretrizes para reduzir a mortalidade de mães e bebês prematuros, priorizando cuidados essenciais

William Oliveira Publicado em 09/09/2025, às 13h36
Em 2023, o Brasil registrou mais de 303 mil partos prematuros, colocando o país entre os dez com maiores índices de nascimento antes das 37 semanas de gestação.
Para enfrentar esse problema, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.198/2025, que estabelece como prioridade a redução da mortalidade entre crianças nascidas prematuramente e mães com complicações no parto.
A norma, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (9), define medidas essenciais para reduzir a mortalidade neonatal e materna associada à prematuridade. No pré-natal, equipes de saúde deverão informar gestantes sobre sinais de trabalho de parto prematuro, além de identificar e tratar aquelas com fatores de risco.
Segundo o Ministério da Saúde, embora muitos bebês prematuros tenham desenvolvimento saudável, o nascimento antes da 37ª semana os expõe a complicações devido à imaturidade de órgãos e sistemas. Nessas situações, a gestante deve ser encaminhada rapidamente a uma unidade especializada. A classificação será:
Os cuidados também devem considerar o peso ao nascer. O Executivo definirá diretrizes para cuidados básicos em unidades de saúde, incluindo métodos como o canguru e a presença de profissionais treinados em reanimação neonatal.
A lei ainda garante aos pais o direito de acompanhar integralmente os cuidados com os filhos prematuros. Também prevê UTIs neonatais especializadas, equipes multidisciplinares, acompanhamento ambulatorial até pelo menos os dois anos de idade e suporte psicológico durante a internação.
Dia da Prematuridade
A nova legislação institui novembro como mês da conscientização sobre parto prematuro. O 17 de novembro será o Dia Nacional da Prematuridade, em alinhamento ao Dia Mundial da Prematuridade. A semana seguinte também será dedicada ao tema.
Embora a lei só entre em vigor em 120 dias, o Ministério da Saúde já promove ações em novembro por meio da campanha Novembro Roxo, voltada à prevenção e informação.
Leia também

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump

Homem intercepta ônibus de pacientes, viaja 85 km sob ameaça e acaba preso em Ribeirão Preto

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Após anos calada, Bruna Marquezine quebra o silêncio e abre ferida do passado ao falar de Neymar

Carro pega fogo na Rodovia Presidente Dutra em Caçapava e mobiliza Bombeiros