Apesar da desclassificação, a OMS enfatiza que as ações de resposta à mpox continuarão

Gabriela Thier Publicado em 05/09/2025, às 15h31
Na última sexta-feira (5), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a mpox, uma doença predominantemente observada na África, não é mais considerada uma emergência de saúde pública internacional. Esta decisão é resultado da significativa redução no número de casos e mortes associados à doença.
A mpox, que é causada por um vírus pertencente à mesma família que o da varíola, apresenta sintomas como lesões cutâneas em forma de pústulas, febre e dores musculares. O alerta sobre a gravidade da situação foi emitido por Tedros Adhanom Ghebreyesus, que lembrou que, há mais de um ano, ele havia declarado a emergência em resposta ao aumento de casos na África, seguindo recomendações de um comitê de emergência.
Na coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (4), Ghebreyesus revelou que o comitê avaliou que a situação atual não justifica mais a classificação de emergência. Ele afirmou: "Esta decisão se baseia na diminuição sustentada do número de casos e mortes na República Democrática do Congo e em outros países afetados, como Burundi, Serra Leoa e Uganda". Contudo, o chefe da OMS ressaltou que essa mudança não deve ser interpretada como um sinal de que a ameaça representada pela mpox tenha se dissipado completamente, nem que as ações de resposta serão suspensas.
A mpox foi identificada pela primeira vez na República Democrática do Congoem 1970 e, durante muitos anos, sua disseminação ficou restrita a cerca de dez países africanos. No entanto, em 2022, a doença começou a se espalhar para outras regiões do mundo, especialmente para nações desenvolvidas onde o vírus não havia circulado anteriormente.
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