Episódio ajudou a mulher a identificar a doença em seu estágio inicial

Mateus Omena Publicado em 27/01/2023, às 12h24
Uma veterinária protagonizou um episódio emocionante, depois que um labrador salvou sua vida com uma cabeçada em seu peito. Com a pancada, ela detectou um câncer de mama que estava se desenvolvendo rapidamente.
Residente em Leeds (Reino Unido), Angie Shaw, de 58 anos, foi derrubada pelo cachorro que estava sob os seus cuidados em uma clínica, em meados de 2021. Com o choque, ela sentiu uma dor forte e estranha em um dos seios, o que a deixou bastante preocupada.
No entanto, o incômodo nos seios não cessou durante uma semana, o que a levou a procurar um médico. Após fazer diversos exames, Angie descobriu que estava com um nódulo no seio, que sinalizava a presença de um câncer de mama, que crescido rapidamente na região.
“Quando viramos [o cachorro], ele me deu uma cabeçada no lado esquerdo do peito, em direção ao meu esterno”, disse Angie, em entrevista ao Daily Mail. “Apareceu um caroço de tamanho considerável”.
Por sorte, a doença foi detectada ainda no seu estágio inicial, então Angie aproveitou a oportunidade de fazer uma cirurgia de remoção do tumor com antecedência. “Achei que fosse um cisto. Quando me disseram que teria que fazer cirurgia, quimioterapia e depois radioterapia, meu mundo inteiro desabou".
Durante 18 meses, a veterinária teve que fazer seis rodadas de quimioterapia para o controle da doença, até chegar ao nível de remissão.
Dois anos depois, ela recebeu a confirmação dos médicos que está totalmente livre do câncer. Mesmo curada, ela reflete que se não fosse o pequeno acidente provocado pelo labrador teimoso, provavelmente não teria percebido que estava com a doença.
“Mas se o animal de estimação não tivesse me dado uma cabeçada, o câncer não teria aparecido por nove a dez meses, ponto em que teria se espalhado. Teria sido tarde demais. Aquele animal de estimação salvou minha vida”.
No início, o quadro de Angie preocupou a equipe médica, pois o câncer estava se desenvolvendo incrivelmente rápido, aumentando dois milímetros em períodos de quinze dias. Mas os especialistas afirmaram que, sem a intervenção do cachorro, o tumor levaria mais dez meses para ser detectado, por causa de sua posição.
Consequentemente, a doença teria se espalhado e se transformado em um câncer invasivo de grau três e teria se mostrado fatal.
A idosa agora participa de iniciativas de prevenção do câncer, aconselhando outras mulheres a ficarem atentas e sempre verificarem se há nódulos, pois o diagnóstico precoce pode fazer a diferença.
“É algo que pode salvar a vida de uma pessoa. O câncer de mama é quase um tabu, mas não é motivo de vergonha”, finalizou.
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