Com temperaturas altíssimas e ar seco, cuidados devem ser redobrados

Sabrina Oliveira Publicado em 26/09/2024, às 10h01
O Brasil está passando por uma das ondas de calor mais intensas já registradas, com temperaturas que ultrapassam 37°C em várias regiões. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta é a sétima onda de calor do ano, com termômetros marcando de 5 a 10 graus acima da média histórica para esta época.
As regiões mais afetadas incluem 11 estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, Triângulo Mineiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre, Amazonas e Rondônia. As temperaturas elevadas devem persistir até sexta-feira, 27 de setembro, quando uma nova frente fria pode trazer alívio em algumas áreas.
O calor excessivo representa um risco significativo à saúde. Segundo o Dr. Lucas Albanaz, clínico geral do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, a exposição prolongada pode causar desidratação, aumento da frequência cardíaca e pressão arterial. Em casos graves, a situação pode evoluir para choque térmico e falência de órgãos.
Os sintomas mais comuns incluem sede intensa, câimbras, tontura, náuseas e vômitos. Crianças pequenas, idosos, pessoas com comorbidades e trabalhadores expostos ao sol são os mais vulneráveis. Quem faz uso de medicamentos diuréticos deve redobrar a atenção, pois corre maior risco de desidratação.
Para enfrentar o calor extremo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda algumas medidas simples:
Em casos de mal-estar severo, como confusão mental ou convulsões, busque ajuda médica imediatamente. Enquanto aguarda socorro, leve a pessoa para um local fresco, eleve suas pernas e aplique compressas frias.
O aumento de eventos climáticos extremos como esta onda de calor está relacionado ao aquecimento global. Emissões de gases do efeito estufa intensificam fenômenos como secas, inundações e ondas de calor. Apesar de compromissos internacionais para limitar o aquecimento a 1,5°C, as temperaturas globais continuam a subir.
Especialistas como Carlos Nobre alertam que, sem uma redução drástica das emissões, o planeta enfrentará cada vez mais eventos climáticos extremos. "Estamos em uma situação crítica, e ações urgentes são necessárias para mitigar esses impactos", destaca o climatologista.
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