Foi identificada pela primeira vez em 2000, e, de tempos em tempos, há o registro de surtos principalmente nas unidades hospitalares

Juliane Moreti Publicado em 18/03/2023, às 11h16
Na Santa Casa de Cuiabá (MT), foram registrados 5 casos de mortes de bebês por causa da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que é resistente a antibióticos e pode atingir recém-nascidos ou pacientes debilitados nas unidades hospitalares.
O governo do estado informou que as crianças que vieram a óbito já chegaram no hospital infectadas pela superbactéria, conforme o resultado do exame de identificação, após passarem por outras unidades de saúde.
Identificada nos anos 2000 aqui no Brasil, a KPC é uma superbactéria que, por ser altamente transmissível, de tempos em tempos há registro com o alerta de surtos. Conhecida como ''praga'' em hospitais, causa preocupação entre familiares, profissionais e cientistas.
É considerada uma bactéria resistente aos medicamentos indicados para infecções bacterianas porque produz uma enzima que destrói vários antibióticos, remédio que poderiam ajudar na destruição desse agente infeccioso indesejado.
De acordo com informamções do portal G1, o infectologista Carlos Magno deu mais informações sobre o agente infeccioso, servindo de alerta para que a população redobre os cuidados e a atenção, principalmente os que visitam/trabalham em hospitais.
Quando não há uma higienização correta da unidade hospitalar, bem como seus dispositivos que devem ser desinfectados, a principal forma de transmissão acontece por meio de contatos fluídos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sonda.
''Quando você está no hospital, debilitado, tomando antibióticos, você tem mais facilidade em adquirir esse tipo de bactéria. Elas são quase exclusivamente observadas em ambiente hospitalar'', afirmou o médico, citando sobre a baixa chance de transmissão fora das unidades.
Como a bactéria criou um mecanismo de defesa contra a maiorida dos antibióticos, agora, os que podem barrar a contaminação são considerados muito fortes: polimixinas e a combinação de ceftazidima + avibactam.
As chances de sobrevivências se tornam ainda mais altas quando o diagnóstico da infecção acontece logo no início em que o paciente foi contaminado.
Além disso, é importante que as alas infectadas sejam fechadas para que não haja risco de transmissão, podendo ter um controle maior da superbactéria. A higienização e desinfecção do ambiente deve ser feita com eficácia, bloqueando mais casos.
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