Morreu neste fim de semana a bebê de 5 meses infectada pela bactéria multirresistente KPC e que fazia tratamento para uma doença congênita no sangue no Centro

Redação Publicado em 21/08/2017, às 00h00 - Atualizado às 15h31
Morreu neste fim de semana a bebê de 5 meses infectada pela bactéria multirresistente KPC e que fazia tratamento para uma doença congênita no sangue no Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP). De acordo com o hospital – referência na América Latina para o tratamento de doenças hematológicas -, a equipe médica não conseguiu controlar a infecção no sangue da menina.
Nesta segunda-feira (21), o Boldrini reafirmou ao G1 que não há como confirmar que a bebê foi infectada em Campinas, até porque não havia outros casos de KPC na unidade. O caso da superbactéria foi o primeiro registrado no centro infantil em 20 anos.
A bebê Laura Silva de Lima faleceu às 11h57 de sábado (19). Ela estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) desde o dia 28 de julho para tratar agranulocitose congênita, doença que impede a produção de glóbulos brancos. Ela já havia sofrido “várias infecções”, segundo o Boldrini, entre elas a pneumonia. Quando foi detectada a superbactéria, ela ficou em um leito isolado.
“A infecção não pôde ser controlada, apesar de todos os esforços empreendidos pela equipe médica, de enfermagem e multiprofissional de nossa instituição e do tratamento antimicrobiano específico para esta bactéria, devido à grave deficiência imunológica congênita causada pela doença de base (Agranulocitose Congênita) apresentada pela paciente”, diz a nota oficial do Boldrini.

Bruna e a filha Laura; bebê morreu com KPC no Centro Infantil Boldrini, em Campinas (Foto: Reprodução / Facebook)
A menina foi transferida para Campinas após ficar em tratamento no Hospital Mário Covas, em Santo André (SP), onde estava hospitalizada desde o nascimento, em 5 de agosto. Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a bebê não foi contaminada pela superbactéria no Hospital do ABC Paulista. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os exames para identificar infecção não encontraram indícios de KPC na criança.
Na última quinta-feira (17), a mãe da criança, Bruna Silva de Lima, afirmou que foi informada pelo hospital de Campinas de que o antibiótico não tinha feito efeito e que o quadro da bebê não tinha tido melhora, até então.
A nota do centro infantil diz, ainda, que o hospital se solidariza “com o sofrimento e tristeza dos familiares da paciente”.

Centro Infantil Boldrini, em Campinas, onde a bebê estava internada (Foto: Arquivo Boldrini )
O contágio da bactéria KPC – Klebsiella pneumoniae – acontece por contato, mas não socialmente. No caso de pacientes acamados infectados, a chance é maior de uma contaminação.
O Hospital Boldrini reafirmou que não há surto de KPC na unidade.
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