O senador negou as acusações e disse que a ação do partido é um "desespero de perdedores"

Mateus Omena Publicado em 24/01/2023, às 17h01
O PL revelou à Justiça recentemente que o ex-juiz e senador eleito Sérgio Moro (União Brasil) teria abusado do poder econômico, para se beneficiar do esquema de caixa dois para as verbas eleitorais de 2022.
As acusações foram prestadas na ação protocolada pela sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, solicitou a cassação do mandato do ex-aliado, que atuou como juiz durante a “Operação Lava Jato”, informou o portal UOL. O partido atualmente é presidido por Valdemar Costa Neto
“O que se inicia como uma imputação de arrecadação de doações eleitorais estimáveis não contabilizadas, passa pelo abuso de poder econômico e termina com a demonstração da existência de fortes indícios de corrupção eleitoral”, declarou o PL na ação que teve o sigilo derrubado na última terça-feira (17).
De acordo com o partido, Sérgio Moro praticou abuso de poder econômico, causando prejuízos ao equilíbrio eleitoral na disputa para vaga no Senado, influenciando então a alteração no resultado.
A diferença entre a votação do ex-juiz e do candidato do PL ao Senado, Paulo Martins, foi de cerca de 200 mil votos, apontou a sigla.
Antes de oficializar a candidatura ao Senado pelo Paraná, Moro havia anunciado a pré-candidatura à Presidência da República pelo Podemos.
Para o PL, a pré-candidatura serviu apenas como um “estratagema pernicioso” para driblar a legislação e exceder o limite de gastos estipulado pela legislação eleitoral na eleição para o Senado.
“O conjunto das ações foi orquestrado de forma a, dentre outras irregularidades, usufruir de estrutura e exposição de pré-campanha presidencial para, num segundo momento, migrar para uma disputa de menor visibilidade e teto de gastos vinte vezes menor, carregando consigo todas as vantagens e benefícios acumulados indevidamente”.
Os gastos da pré-campanha à Presidência e da campanha ao Senado de Moro chegam a cerca de 6,7 milhões de reais, ultrapassando o teto da disputa pelo Legislativo, de cerca de 4,4 milhões de reais por candidato.
A acusação também apresentou “indícios de corrupção” na contratação de empresas de amigos e na contratação de funcionários para a campanha.
O PL também apontou para a contratação do escritório de advocacia do suplente de Moro, usada para a realização de serviços jurídicos eleitorais, na faixa de um R$ 1 milhão. A acusação aponta que o escritório não tinha experiência na atuação eleitoral.
Por outro lado, Moro nega as acusações e afirmou que a ação do PL evidencia o “desespero de perdedores”.
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