O primeiro suspeito teria dito que teve ajuda de um outro parceiro na tentativa de explodir um caminhão de combustível

Vitória Tedeschi Publicado em 26/12/2022, às 17h23
O empresário George Washington Souza, de 54 anos, suspeito de planejar atos terroristas em Brasília, disse em depoimento à polícia ter tido ajuda de um outro parceiro na tentativa de explodir um caminhão de combustível próximo ao aeroporto da capital federal, durante manifestações políticas a favor do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso ocorreu no último sábado (24).
De acordo com o UOL, a polícia teria identificado que o novo suspeito trata-se de Alan Diego dos Santos, que teria deixado a cidade após o crime.
Aos oficiais, George teria dito que esteve em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, na última sexta-feira (23) à noite para deixar o artefato explosivo com Alan.
Ainda em depoimento, ele ainda acrescentou que acreditava que a bomba seria colocada "somente" em um poste de energia para interromper o abastecimento de eletricidade da capital. George foi transferido no último domingo (25) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião, no Distrito Federal.
Segundo familiares de George ouvidos pelo UOL, ele é dono de um restaurante localizado num posto na cidade Xinguara (a cerca de 800 km de Belém) e está desde o início de novembro em Brasília - onde alugou um imóvel, no qual a polícia apreendeu armas e munições.
A polícia, por sua vez, acredita que o explosivo tenha sido colocado na caminhão entre a noite de sexta-feira e às 5h de sábado. Na madrugada de sábado, após uma inspeção, um caminhoneiro notou o explosivo no local. O artefato precisou ser desarmado pelo grupo antibomba da Polícia Militar do DF.
Ele [Sousa] confessou que realmente tinha a intenção de fazer um crime no aeroporto, que seria destruir algo para causar o caos. O objetivo dele era justamente chamar atenção para o movimento [em] que eles estão empenhados", disse o delegado-geral, referindo-se os manifestantes que não aceitam o resultado das eleições, afirmou Robson Cândido, delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo Cândido, George admitiu que pretendia cometer um atentado na capital federal, poucos dias antes da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como forma de produzir uma situação caótica que forçasse o atual governo a decretar estado de sítio.
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