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Política & Religião

Malafaia chama Moraes de ditador e diz que direita é "prostituta"

Pastor critica STF, Senado e pede voto consciente na eleição de 2026

Malafaia chama Moraes de ditador e critica senadores por inércia
Durante manifestação, Malafaia atacou Moraes e parte da direita brasileira - Imagem: Reprodução/Twitter/X

Manoela Cardozo Publicado em 01/07/2025, às 08h00


O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), fez declarações contundentes neste domingo (29) durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “ditador” e criticou parte da direita brasileira, a quem classificou como “prostituta”.

Em discurso inflamado diante de centenas de apoiadores, o pastor acusou Alexandre de Moraes de agir por interesses pessoais e usar sua posição no STF para perseguir adversários políticos. “Ele [Moraes] pensou rápido: se eu prender o coronel [Mauro] Cid, a delação dele cai, e se a delação dele cai, toda a sustentação da denúncia do PGR [Procurador-Geral da República] Paulo Gonet, que está jogando a reputação dele na lata do lixo, está sustentada na delação fajuta do coronel Cid”.

Para Malafaia, a decisão de Moraes de revogar a prisão de Mauro Cid e convocá-lo novamente para depor teria sido uma manobra estratégica para evitar a anulação do processo. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é delator em uma investigação que apura tentativas de golpe de Estado no Brasil.

O pastor também direcionou críticas ao Senado Federal por não dar andamento a pedidos de impeachment contra o ministro. “Quem tem poder para isso é o Senado, mas nós temos uma direita prostituta e vagabunda, que se vende. Nós temos uma direita séria e verdadeira, mas grande parte dela é um monte de vagabundo vendilhão, por isso que na eleição de 2026 nós não podemos errar o voto dos senadores”.

Bolsonaro chegou a São Paulo no sábado (28) e ficou hospedado na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. O ato, que foi o sétimo convocado por ele desde que deixou o cargo de presidente, teve como previsão o retorno imediato do ex-presidente a Brasília após a manifestação.

De acordo com o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, o evento contou com a presença de quatro governadores, sete senadores, 39 deputados federais e cinco deputados estaduais.

Entre os presentes estavam os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), que se reuniram com Bolsonaro antes da manifestação. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também era esperado no ato.


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