Aliados afirmam que a ex-primeira-dama teme que a divulgação do manuscrito por Flávio Bolsonaro seja interpretada como descumprimento das restrições impostas pelo STF.

Redação Publicado em 13/07/2026, às 10h38
A divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, gerou preocupação entre seus familiares, especialmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que teme consequências jurídicas e uma possível reavaliação das medidas cautelares pelo STF.
Na carta, Bolsonaro pede união em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, o que levou a oposição a solicitar ao STF uma reavaliação da prisão domiciliar, alegando descumprimento das restrições legais.
Embora juristas tenham alertado sobre possíveis violações das medidas cautelares, o STF ainda não se manifestou sobre o caso, mantendo a situação processual de Bolsonaro inalterada até o momento.
A divulgação da carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar, provocou apreensão dentro do núcleo político e familiar do ex-chefe do Executivo. Segundo relatos de pessoas próximas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou preocupação com as possíveis consequências jurídicas do documento tornado público pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com interlocutores, Michelle teme que a divulgação do manuscrito possa levar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a reavaliar as medidas cautelares impostas ao ex-presidente e até mesmo revogar o benefício da prisão domiciliar concedido por razões humanitárias há cerca de dez dias.
Ainda segundo relatos, a ex-primeira-dama pediu orações a pessoas próximas diante da possibilidade de uma nova decisão judicial envolvendo Bolsonaro.
Na carta, datada do último sábado (11), o ex-presidente faz um apelo pela união do grupo político em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. No texto, ele afirma que o momento exige que aliados deixem divergências de lado e define o senador como seu "porta-voz" e a "melhor opção" para comandar o país.
A publicação do documento repercutiu rapidamente no meio político e provocou reações da oposição. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou pedido para que o Supremo reavalie a prisão domiciliar de Bolsonaro, sustentando que a manifestação pública poderia representar descumprimento das restrições determinadas pela Corte.
Também houve manifestações de juristas sobre o caso. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou publicamente que a divulgação da carta poderia configurar violação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre eventuais providências relacionadas ao episódio, e não há decisão judicial alterando a situação processual de Jair Bolsonaro.
A carta tornou-se mais um capítulo da disputa política em torno da sucessão presidencial de 2026 e intensificou o debate sobre os limites das restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar.
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