A reunião online foi realizada nesta quinta-feira (20), com as principais economias globais

Juliane Moreti Publicado em 20/04/2023, às 17h53
Na manhã desta quinta-feira (20), o presidente do Brasil se reuniu com as principais economias do mundo no Fórum sobre Energia e Clima, em um encontro online organizado pelos Estados Unidos. Entre os tópicos, Lula (PT) reforçou ações para o desenvolvimento do meio ambiente entre os países.
''Fomos capazes de reduzir o desmatamento da Amazônia em mais de 80% ao longo de uma década, e voltaremos a fazê-lo. Os danos ao meio ambiente causados pelo governo anterior serão revertidos'', comentou o presidente, com o objetivo de zerar o desmatamento até 2030.
''Para tanto, retomamos o Plano de Prevenção do Controle de Desmatamento na Amazônia, que em passado recente foi responsável pela queda recorde na devastação da floresta. Nossa meta é o desmatamento zero'', acrescentou, sobre esse assunto.
Biden, presidente dos EUA, se manifestou e alegou que pedirá a liberação de US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia nos próximos 5 anos, além de doar US$ 1 bilhão para o Fundo Verde para o Clima das Nações Unidas e incentivar os demais líderes globais para a mesma ação.
Outros países estão em parceria nesse tema, principalmente os que estão na região amazônica, como Bolívia, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, conforme o portal do governo. Além, disso, foi discutido o auxílio em florestas tropicais de outros continentes.
''Em agosto, vamos reunir os líderes dos oito países amazônicos, com o objetivo de impulsionar uma nova agenda comum para a Amazônia. Reafirmaremos nossa disposição trabalhar conjuntamente em projetos de maior alcance, que projetam o bioma e promovam seu desenvolvimento sustentável'', comentou o presidente do Brasil.
Lula ressaltou que a matriz energética brasileira é a mais limpa do planeta, porque, com o investimento realizado, 80% da eletricidade do Brasil provém de fontes renováveis. Mesmo assim, novos parques de geração de energia solar e eólica serão construídos.
Em outro assunto, Lula pediu para que as economias globais cumprissem os acordos de financiamento climático, como desde o início, em 2009, em que a promessa é de 100 bilhões de dólares por ano, que podem ser capazes de reduzir impactos nas mudanças globais do clima.
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