Segundo relatório do Imazon, este trimestre foi o segundo pior desde 2008

Marina Roveda Publicado em 20/04/2023, às 11h36
O desmatamento da Amazônia triplicou em março, resultando no segundo pior trimestre de desmatamento desde 2008, de acordo com o monitoramento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Foram derrubados 867 km² de floresta, o equivalente a quase mil campos de futebol por dia, com destaque para a perda de áreas de floresta nas Áreas de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu e APA do Tapajós.
Em março, oito dos nove estados da Amazônia Legal apresentaram aumento no desmatamento. O pesquisador Carlos Souza Jr. do Imazon alerta para a necessidade de ação governamental conjunta e de medidas punitivas para impedir o avanço da devastação em áreas protegidas e públicas não destinadas.
“Os governos federal e dos estados precisam agir em conjunto para evitar que a devastação siga avançando, principalmente em áreas protegidas e florestas públicas não destinadas. (...) Será preciso também não deixar impune os casos de desmatamentos ilegais e apropriação de terras públicas”, alerta o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon.
A maioria (76%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob vários estágios de posse, seguido de assentamentos (19%), Unidades de Conservação (4%) e Terras Indígenas (1%).
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