Depois de adiar a visita, o chefe de estado finalmente chega em solo chinês para negociações

Nathalia Publicado em 11/04/2023, às 08h53
Por volta das 7h30 desta terça-feira, o presidente Lula (PT) embarcou na aeronave da presidência em Brasília, que tem como destino a China.
Em solo asiático, Lula tratará principalmente da relação comercial com a China, que até o momento é o maior parceiro de negócios do Brasil, mas também terá que discutir assuntos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e de questões de governança global.
Na China, o petista também participará da cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como presidente do banco Brics - bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O presidente também se reunirá com autoridades, como o presidente chinês Xi Jinping, e lideranças políticas e empresariais. Na volta, ainda fará uma parada nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com o g1.
Lula foi convidado para fazer uma visita ao mandatário chinês. Na conversa, o presidente brasileiro terá uma pauta já definida para guiar negociações: defender as relações já construídas com o maior parceiro comercial do Brasil e, eventualmente, ampliar a lista de produtos brasileiros para venda no gigante asiático.
Durante a viagem, o petista também tem como desafio cumprir uma de suas principais bandeiras de campanha. Após vencer as eleições, no discurso de vitória, Lula usou grande parte do seu tempo para falar sobre relações internacionais e "recolocar o Brasil no mundo".
Dos três maiores parceiros comerciais do Brasil, Lula já se reuniu com dois para tratar de assuntos econômicos: Estados Unidos (2°) e Argentina (3°).
Segundo informações do Palácio do Planalto, Lula e Xi Jinping devem se reunir na próxima sexta-feira (14).
O petista e Xi Jinping devem tratar de temas que vão desde a guerra entre Rússia e Ucrânia e questões comerciais, de governança global, até a promoção de produtos brasileiros no mercado chinês.
Apesar de o Brasil não estar diretamente envolvido no conflito no leste europeu, Lula já disse publicamente que conversará o presidente chinês sobre o papel do país asiático na resolução da guerra.
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