O presidente Lula teria participado diretamente das negociações com o xeique de Abu Dhabi para a liberação de Thiago Brennand que estava naquele país

Jair Viana Publicado em 27/03/2024, às 12h56
O governo do presidente Lula (PT) impôs sigilo de 100 anos ao caso do empresário Thiago Brennand, acusado de cinco estupros e cárcere privado. No decreto não há detalhes sobre a razão do sigilo.
O documento diz apenas que o sigilo atinge "telegramas que citem Thiago Brennand, que responde por estupro, tortura e sequestro contra uma dezena de mulheres", afirma.
O sigilo ao caso Thiago Brennand é um dos mais de 1.330 sigilos impostos a outros casos pelo atual governo. Brennand está preso há quase um ano, acusado de estuprar cinco mulheres que ainda não apresentaram laudos ou atestados médicos que comprovem os crimes.
O sigilo imposto pelo governo ao caso do empresário, segundo fontes, teria sido resultado de uma negociação com o governo do xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, de Abu Dhabi (Emirados Árabes), em abril do ano passado.
A reportagem apurou que o governo brasileiro prometeu o sigilo aos "telegramas que citem" Thiago Brennand em razão do teor dos acordo. O Itamaraty teria ameaçado o rompimento das relações com Abu Dhabi caso o empresário Thiago Brennand não fosse liberado pelas autoridades dos árabes.
CONDENADO
Mesmo sem provas, como por exemplo, laudos do Instituto Médico Legal (IML), que poderia comprovar ou não os estupros, Thiago Brennand foi condenado até o momento a 18 anos e 6 meses de prisão. Ele está recolhido desde abril de 2023, no complexo do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.
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