A presidente do PT se posicionou sobre as investigações sobre a ex-primeira-dama

Nathalia Jesus Publicado em 14/05/2023, às 21h30
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, não poupou palavras para falar sobre a informação de que contas de Michelle Bolsonaro foram pagas com recursos oriundos de uma empresa que tinha contrato com o governo do marido dela, Jair Bolsonaro (PL).
A informação foi revelada pelos jornalistas Aguirre Talento, Amanda Rossi e Pedro Canário, em matéria ao UOL, baseada em uma investigação da Polícia Federal.
"Empresas financiavam Michelle Bolsonaro, a santa do pau oco. O nome disso é corrupção", disse Gleisi à coluna. "Ainda vamos ver mais dinheiros ilegais para os Bolsonaro".
A apuração indicou que a empresa Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção, sediada em Goiânia, contratada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales São Francisco e Parnaíba (Codevasf), é a origem de uma série de transferências feitas a um militar da Ajudância de Ordens da Presidência da República.
Ele fez saques em dinheiro vivo e pagou despesas de um cartão de crédito usado por Michelle. Isso aconteceu em ao menos três ocasiões, segundo a PF. O militar também fez ao menos 12 depósitos em dinheiro em conta de uma tia da então primeira-dama.
"Era tão errado o que faziam que o tenente-coronel Mauro Cid temia que se parecesse com rachadinha", diz Gleisi, referindo-se a um áudio em que o ajudante de ordens de Jair Bolsonaro alerta uma assessora de Michelle para esse risco.
"A PF puxou o fio da meada e está desnudando a família. Cid é um arquivo enorme e o dinheiro envolvido é maior do que rachadinha", afirma a presidente do PT. "Ainda vamos ver muito caroço embaixo desse angu, como diz o ditado".
A defesa de Jair Bolsonaro e Michelle negou que recursos da Codevasf tenham bancado as despesas da ex-primeira-dama e refutou que haja irregularidades nas transações. "A dona Michelle não conhece esse ajudante de ordens e desconhece que ele tenha feito pagamentos para ela", disse Fábio Wajngarten, advogado que chefiou a Secretaria de Comunicação na gestão Bolsonaro.
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