O caso aconteceu em uma escola da Região Leste de Belo Horizonte

Vitória Tedeschi Publicado em 05/10/2022, às 18h59
Um professor de 24 anos foi detido na última terça-feira (4) suspeito de ter um envolvimento com uma criança de 10 anos na Escola Municipal George Ricardo Salum, no bairro Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte.
Segundo o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada pelos pais da aluna. Eles informaram que monitoraram as redes sociais da filha por cinco dias e descobriram as conversas com o professor de informática da escola. Ela trocava mensagens pelas redes sociais com o homem, que usava um perfil fake.
No local, os pais da menina mostraram o conteúdo das mensagens trocada entre os dois para os policiais. Os militares, então, fizeram contato com a direção da escola e pediram a presença do professor.
Em uma das mensagens que a mãe da criança conseguiu ver, o homem fala sobre regras no relacionamento. Uma delas diz que um não pode esconder nada do outro.
A coordenadora pedagógica ligou para os pais da menina pedindo que eles fosse até a Escola Municipal George Ricardo Salum, na manhã desta terça-feira (4).
Já imaginando qual poderia ser o assunto, o pai acionou a polícia e pediu que uma viatura os acompanhasse até a instituição.
Segundo os pais, depois de muita insistência, a coordenadora da escola acabou confessando que sabia das investidas do professor. Em contato com a reportagem, o homem negou as acusações.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o caso está sendo conduzido no âmbito policial. "A Secretaria Municipal de Educação está acompanhando a situação junto à família e está à disposição da polícia para os esclarecimentos necessários". A PBH ainda ressaltou que o professor já foi afastado das atividades.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu a denúncia de suposta prática de assédio sexual na escola e instaurou inquérito policial para apuração dos fatos.
"Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias. Todos prestaram depoimento e, por falta de elementos suficientes para prisão em flagrante, o suspeito foi liberado e o celular apreendido para perícia", diz a nota.
Por se tratar de crime contra dignidade sexual envolvendo criança, a investigação segue em sigilo na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.
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