O caso aconteceu durante a última sexta-feira (07)

Thais Bueno Publicado em 12/04/2023, às 15h01
Na manhã da última sexta-feira (07), uma jovem, de apenas 26 anos de idade, foi enforcada até a morte. O caso aconteceu no bairro Aririú, em Palhoça, na Grande Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina (SC).
De acordo com informações da Polícia Militar, apuradas pelo portal ND Mais, o principal suspeito de ter cometido o crime é o companheiro da moça, que tem 30 anos de idade, mas não possuía nenhuma passagem pela corporação.
A vítima foi identificada como sendo a auxiliar de produção Jacirlene dos Reis Santos da Cruz. Depois que o corpo dela passou por análise da perícia no Instituto Médico Legal (IML), foi constatado através do laudo que a jovem estava grávida quando foi morta.
Jacirlene, na verdade, era natural de Lauro de Freitas, cidade da região metropolitana de Salvador, capital do estado da Bahia. Ela decidiu se mudar para Palhoça quando completou seus 18 anos. Foi na localidade que começou a trabalhar como auxiliar de produção.
Em depoimento para a Polícia Civil, alguns parentes da moça afirmaram que ela estava em um relacionamento com o criminoso desde dezembro do ano passado. O casal, então, começou a morar no mês seguinte, em janeiro deste ano.
A jovem foi encontrada já sem vida pela própria irmã, Jarlene, que morava no pavimento acima da casa dela. Na noite do feriado da sexta-feira Santa, as duas tinham marcado de ir juntas até o salão de beleza para cortar o cabelo dos filhos.
Quando a mulher percebeu que a irmã estava demorando para responder suas mensagens e não havia atendido a nenhuma das três ligações que ela fez, próximo ao horário das 9h15, Jarlene decidiu bater na casa da vítima para ver o que tinha acontecido.
"Ele [o autor do crime] abriu a porta e disse que ela estava dormindo", comentou a mulher em entrevista ao ND Mais. Segundo seu relato, o agressor ainda sugeriu que ela levasse as crianças ao cabeleireiro sozinha.
A moça estranhou e decidiu forçar sua entrada na residência. Ela encontrou a irmã no quarto, cheia de machucados no rosto, e tentou fazê-la acordar mesmo depois de notar que a vítima já estava gelada e sem sinais vitais.
O assassino tinha tentado esconder o corpo da mulher com um lençol. Depois de cometer o assassinato e ver que a cunhada estava chamando a Polícia Militar, ele fugiu. Até o momento de publicação desta reportagem, não havia sido informado se ele foi encontrado e preso.
"A gente era muito unida. Passávamos tudo juntas, Ano Novo, Natal. Ela era trabalhadeira e sempre trabalhou para criar o filho dela. Ele apagou o brilho dela", desabafou Jarlene. As irmãs até tinham uma tatuagem juntas com o escrito "a vida é hoje".
Jacirlene dos Reis Santos da Cruz foi sepultada durante o último sábado (08). Ela deixa uma criança de apenas 6 anos de idade.
A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami) de Palhoça informou que o inquérito policial aberto sobre o homicídio deve ser concluído nos próximos dias.
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