O menino está desaparecido desde o dia 23 de dezembro de 2022

Vitória Tedeschi Publicado em 17/03/2023, às 17h52
Na última quinta-feira (16), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em proteção à criança e ao Adolescente (Depca), prendeu temporariamente Arnóbio Vicente de Andrade, de 53 anos, que é acusado de estuprar Samuel Monteiro da Silva, de 17 anos
Além dos abusos sexuais, Arnóbio também é acusado de estar envolvido no desaparecimento do adolescente, que não é visto desde o dia 23 de dezembro de 2022. O caso aconteceu em Manaus.
De acordo com o Portal Manaus Alerta, a delegada Joyce Coelho, titular da Depca, afirmou que as equipes de investigação constataram que o homem é réu em um processo de abuso sexual praticado contra o adolescente, ocorrido dos 9 aos 13 anos.
Já estava próxima a data de audiência de instrução e julgamento, que era para acontecer no dia 7 de fevereiro deste ano, quando ele se aproximou do adolescente e de sua avó, fazendo propostas para que ele desmentisse as acusações em juízo, mas isso foi negado pela vítima", afirmou ela.
Além disso, segundo informações da investigação, o suspeito teria se aproximado da vítima fazendo uma proposta para ele desmentir as acusações no dia do julgamento, mas o pedido foi negado pelo adolescente.
Desde então, Samuel desapareceu sem deixar pistas. Ao longo dos meses, a Depca vem investigando o caso, que apresentou algumas inconsistências por diversas mudanças nos depoimentos do suspeito.
De acordo com o CM7 Brasil, em conversa com a avó de Samuel ela contou que quando o neto tinha 9 anos foi convidado para trabalhar limpando piscinas com o suspeito - suposto momento em que os abusos teriam começado.
O menino ganhava dinheiro para, supostamente, ajudar o homem com as tarefas de limpeza. No entanto, na época, a idosa conta que a família ainda não desconfiava da exploração sexual ou de nenhuma outra relação incomum entre os dois.
Ainda segundo a avó, aos 13 anos, Samuel revelou que era abusado pelo homem para uma professora na escola. A educadora informou aos reesposáveis sobre o ocorrido.
Ela disse que Samuel tinha sido aliciado pelo tio dele. Aí me chamaram numa outra sala e disseram que ele estava lá. Perguntaram qual era o tio e ele falou quem era. Aí foi que eu falei que não era nada de tio. Era simplesmente o vizinho que ele estava trabalhando com ele", relatou ela.
Quando descobriram os crimes que estam acontecendo, a família de Samuel foi até a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e denunciou o suposto pedófilo.
Ainda segundo a avó, recentemente, Samuel estaria em busca de emprego e teria voltado a entrar em contato com o suspeito. Ele saiu para procurar trabalho antes do natal e não voltou mais. Pra a avó ficou a tristeza, revolta e esperança de reencontrar o neto.
Ele chegava primeiro e chorava e me dizia assim: 'vó, ele acabou comigo, vó. Eu dizia 'meu filho, não desista, meu filho'", lamentou ela.
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