Uma garota de programa pediu R$300 mil para fazer parte de um plano para "arrancar uma grana preta" do empresário Thiago Brennand

Jair Viana Publicado em 09/10/2023, às 10h50
O empresário Thiago Brennand, preso, acusado de seis supostos estupros, pode ter sido vítima de tentativa de extorsão. Áudio a que a reportagem teve acesso com exclusividade, indica que um grupo de prostitutas tramava uma cilada para "arrancar uma grana preta" dele.
No áudio, uma mulher, identificada como Amanda Romata, tenta convencer uma garota de programa a aceitar R$150 mil para denunciar Thiago Brennand sobre suposto estupro e espancamento. No diálogo, a jovem insiste no plano, mas a prostituta quer mais. A garota fala em R$300 mil.
As duas discutem sobre a possibilidade de "arrancar uma grana preta" de Brennand. Amanda diz que a negociação teria que envolver os advogados delas e do empresário. Para estimular a garota de programa a fazer parte da trama, a cafetina usa vários argumentos.
A prostituta diz que por R$150 mil ela não faria nada. "Por R$150 mil eu não consigo nem proteger minha família", diz a mulher no áudio. Na gravação, a jovem aparenta temer represália de Thiago Brennand e alega que precisaria de R$300 mil para fazer o "serviço". A mulher manifesta medo de enfrentar "um inimigo desse porte".
A reportagem teve acesso às mensagens trocadas entre Amanda Romata e uma das mulheres que diz ter sido estuprada por Thiago Brennand. Uma fonte ligada à Amanda vazou os prints. O diálogo gira em torno de um plano para extorquir o empresário.
O diálogo se deu no grupo criado pela modelo Helena Gomes, aquela do episódio da academia Body Tech.
Na conversa, a mulher que acusa o empresário por estupro, propõe à Amanda para que ela também acuse Brennand pelo mesmo crime.



Nos áudios a que a reportagem teve acesso com exclusividade, trocados entre Amanda e a garota de programa Rafaela Lansing - que pediu R$300 mil para extorquir o empresário Thiago Brennand, Amanda tenta convencer a prostituta a fazer pressão sobre o empresário para que ele pague o valor discutido, evitando que a garota de programa vá à Polícia Civil e formalize a falsa denúncia.
Vale citar que, de acordo com a Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 - Art. 339 do Código Penal, é considerado crime realizar uma "denunciação caluniosa", quando a pessoa "dá causa a uma investigação policial contra alguém, ou seja, o boletim de ocorrência falso registrado acaba resultando em uma instauração de inquérito policial, imputando um crime à alguém que a pessoa sabe que é inocente". Aos que praticam tal crime, a pena é de reclusão de dois a oito anos e multa.
O grupo onde ocorreu a troca de mensagens, segundo Helena revelou em entrevista ao influencer Beto Ribeiro, em canal do YouTube, foi ela mesma que criou para reunir as supostas vítimas.
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