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Mulher denuncia falha em exame toxicológico para CNH após ter parte do cabelo raspada na Paraíba

Caso ocorreu em Sapé, na Zona da Mata paraibana. Ana Karolina afirma que teve duas grandes mechas retiradas durante coleta obrigatória para emissão da habilitação e relatou dor, abalo emocional e impacto na autoestima.

Ana Karolina denunciou nas redes sociais que teve parte do cabelo raspada durante coleta para exame toxicológico obrigatório para emissão da CNH na Paraíba - Imagem: Reprodução
Ana Karolina denunciou nas redes sociais que teve parte do cabelo raspada durante coleta para exame toxicológico obrigatório para emissão da CNH na Paraíba - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 14/07/2026, às 10h30


Uma mulher denunciou nas redes sociais uma falha na coleta de cabelo durante um exame toxicológico para a CNH em um laboratório na Paraíba, resultando em dor e danos à sua autoestima. O caso gerou repercussão e levou o laboratório a reconhecer a falha no procedimento.

Ana Karolina, a candidata, afirmou que a coleta foi realizada de forma inadequada, com a retirada excessiva de cabelo e dor desnecessária, além de um erro na embalagem da amostra. O exame toxicológico se tornou obrigatório para novas habilitações na Paraíba a partir de maio de 2026, visando detectar substâncias psicoativas.

Após a repercussão, o laboratório pediu desculpas e se comprometeu a oferecer suporte, incluindo tratamento capilar e acompanhamento psicológico. O caso poderá ser formalmente analisado pelas autoridades se a cliente decidir buscar responsabilização.

Uma mulher denunciou nas redes sociais uma falha durante a realização de um exame toxicológico obrigatório para emissão da Carteira Nacional de Habilitação em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso aconteceu no sábado, 11 de julho, e ganhou repercussão após a própria candidata, identificada como Ana Karolina, publicar um vídeo relatando o ocorrido.

Segundo Ana Karolina, o procedimento de coleta do material teria sido feito de forma inadequada. Ela afirma que a profissional responsável retirou duas grandes mechas de cabelo, uma na parte central da cabeça e outra na lateral. A candidata relatou que a coleta causou dor, deixou falhas visíveis no couro cabeludo e afetou diretamente sua autoestima.

De acordo com o relato, a coleta deveria ter sido feita apenas uma vez e em menor quantidade. No entanto, o procedimento teria sido repetido depois que a profissional informou que um dos envelopes usados para armazenar a amostra havia sido rasgado. Ana Karolina disse que questionou a necessidade de uma nova retirada de cabelo e sugeriu que fosse feita apenas a troca do envelope danificado.

“Ela tirou meu cabelo duas vezes, onde era para ter tirado só uma, e em menor quantidade. Ainda queria retirar uma terceira mecha, alegando que não iria valer”, afirmou a mulher no vídeo publicado nas redes sociais.

Ainda segundo a candidata, após insistência, a profissional teria informado que a amostra poderia ser encaminhada mesmo com o pequeno rasgo no material usado para acondicionamento. Ao chegar em casa, Ana Karolina afirmou ter percebido melhor a dimensão da área afetada e classificou a coleta como desnecessária.

No vídeo, ela também relatou que sentiu dor durante o procedimento e que a situação foi registrada. Conforme o relato, ao fim do atendimento, a profissional teria orientado que ela mantivesse o cabelo preso para esconder a região afetada.

Após a repercussão, o laboratório reconheceu que houve uma falha no procedimento, segundo publicações sobre o caso. A empresa afirmou ter realizado apuração interna, pediu desculpas à cliente e declarou que entrou em contato para prestar esclarecimentos e oferecer suporte.

Em publicação posterior, Ana Karolina informou que chegou a um acordo com a clínica. Segundo ela, o laboratório se comprometeu a oferecer acolhimento, custear tratamento capilar e disponibilizar acompanhamento psicológico relacionado aos danos causados pela situação.

O episódio também chamou atenção para a nova exigência do exame toxicológico no processo de primeira habilitação. Na Paraíba, o Detran-PB passou a exigir o teste para candidatos às categorias A, B e AB a partir de 20 de maio de 2026, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito. O exame tem como objetivo detectar substâncias psicoativas no organismo e o resultado negativo é exigido para novos motoristas cadastrados no Registro Nacional de Condutores Habilitados.

A obrigatoriedade foi ampliada após a derrubada de vetos à Lei 15.153 de 2025. Com isso, candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, para motos e carros, também passaram a ter que apresentar resultado negativo no exame toxicológico, exigência que antes era voltada principalmente a motoristas das categorias C, D e E.

Pelas informações da Senatran, o exame toxicológico de larga janela de detecção deve ser realizado por laboratórios credenciados e utiliza amostras queratínicas, como cabelo ou pelos. Na ausência desses materiais, unhas podem ser usadas em situações específicas. O exame tem análise retrospectiva mínima de 90 dias e validade de 90 dias a partir da coleta.

As normas também garantem ao cidadão o direito à contraprova e a recurso administrativo diretamente ao laboratório responsável. A contraprova é feita com o material já coletado originalmente, e não por meio de uma nova coleta em outro laboratório.

O caso poderá ser analisado pelas autoridades competentes caso a cliente decida formalizar a denúncia ou buscar responsabilização. Até o momento, a principal versão pública é a relatada por Ana Karolina nas redes sociais, além da nota em que o laboratório reconheceu falha no procedimento.


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