Uma ação foi protocolada na Justiça Federal após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU)

Vitória Tedeschi Publicado em 24/01/2023, às 16h11
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta terça-feira (24) na Justiça Federal, em Brasília, uma nova ação para bloquear bens de investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Na ação, a AGU quer a indisponibilidade do patrimônio de 40 pessoas físicas que foram presas em flagrante no dia dos atos.
De acordo com Valdo Cruz, comentarista de economia e política da GloboNews, essa é a segunda ação do tipo movida pela AGU. Na primeira, foi pedido bloqueio de bens de pessoas e empresas suspeitas de financiar o transporte dos bolsonaristas radicais, que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e a sede do Supremo Tribuna Federal (STF).
Em ambas as ações, segundo a Agência Brasil, a AGU sustenta que ambas as medidas são necessárias para reparar os prejuízos causados pelos acusados e que o objetivo é "assegurar que os bens dos acusados possam ser utilizados para ressarcir o patrimônio público em caso de posterior condenação definitiva".

O valor total que a AGU pede para ser bloqueado em ambas as ações, R$ 18,5 milhões, leva em consideração relatórios de estimativas de danos apresentados pelo Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF), Senado Federal e Câmara Federal", informou a AGU em nota.
Além disso, no pedido, a Advocacia-Geral pede que sejam indisponibilizados "imóveis, veículos, valores em contas financeiras e outros bens dos envolvidos".
O também órgão informa que este novo pedido foi elaborado a partir de documentos da Polícia Civil do Distrito Federal e da decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão dos acusados de envolvimento nos atos golpistas.
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