O líder religioso era responsável por células da Igreja Lagoinha, em Guarulhos (SP)

Juliane Moreti Publicado em 08/06/2023, às 18h15
O pastor Joilson da Silva de Freitas Santos foi preso nesta quarta-feira (07), na grande São Paulo, acusado de cometer estupro contra garotos menores de idade.
O líder religoso era responsável por células (reuniões) com crianças e adolescentes da Igreja Lagoinha, de Guarulhos (SP), que se direcionavam até a casa dele para supostamente aprender sobre a Biblía.
Ao tentar se justificar, em uma das vezes, o pastor disse que ''caiu na armadilha do inimigo'', além de fazer ameaças contra os rapazes para que ninguém descobrisse sobre os abusos.
A investigação começou quando, em 1º de junho, um dos adolescentes, que foi vítima do crime, saiu do apartamento e pediu ajuda na portaria, relatando que sofreu abuso sexual.
A Polícia Militar, então, foi acionada, e a investigação trouxe à tona outros casos de estupros cometidos pelo pastor, com menores de diferentes idades, mas pertencentes à mesma igreja.
Uma das vítimas detalhou que foi até o apartamento do líder religioso para ser ''discipulado'', como havia acontecido outras vezes, mas sem nenhum acontecimento criminoso.
Entretanto, dessa vez, no escritório da residência, o pastor teria pedido que o garoto erguesse a camisa. Estranhando a situação, a vítima pediu que o líder religioso parasse.
Em continuadade do crime, Joilson disse que o pedido era normal e que, quando mais novo, tinha passado pelo mesmo. Logo depois, exigiu que o menor fizesse sexo oral, e que se não praticasse, ''o diabo pegaria a alma dele''.
Sob ameaças, o pastor tocou as partes íntimas do menino e, em seguida dessa situação, a vítima afirmou ter sido estuprada no escritório.
Nesse caso, a mãe do garoto ficou sabendo do crime e questionou o líder religioso atráves de mensagens sobre o acontecido.
''Através das mensagens, Joilson confessou ter praticado os crimes e pediu perdão pelo ocorrido, dizendo que foi assombrado e caiu na armadilha do inimigo'', diz o trecho policial de acordo com informações do portal Metrópoles.
As investigações ainda continuam para ouvir mais testemunhas e analisar o material coletado na casa do pastor: celular, computador, passaporte e tablet.
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