
por Agenor Duque
Publicado em 07/03/2023, às 18h18
Usando linguagem inclusiva, num sinal de apoio à agenda LGBTQI+, a Primeira Igreja Batista de Bultrins, em Olinda, no Recife, posta convite em suas redes sociais, chamando seus membros para participar da cerimônia de ordenação de sua primeira pastora lésbica. A notícia suscitou, nos cristãos comprometidos com a Palavra de Deus, algumas perguntas: 1) Como é que possível uma entidade que se denomina como igreja, presta-se ao papel de aderir e defender ideologias esquerdistas, postar-se como militante ideológica e ainda pensar que pode continuar a ser considerada uma “igreja” e parte do Corpo de Cristo?; 2) Como ordenar mulheres, sendo que a Convenção Batista Brasileira não ordena mulheres ao ministério pastoral, embora outras lideranças sejam protagonizadas por mulheres?; 3) Como ordenar ao pastorado uma mulher lésbica, já que a homossexualidadeé prática condenada na Bíblia Sagrada?
A ordenação dessa senhora lésbica ao pastorado configura-se como ato completamente descabido e fora do que rege a Convenção. Aliás, exceto para afirmar que não é possível haver tal fato, os termos “ordenação”, “pastora” e “lésbica” não são possíveis de aparecerem em uma frase só.
Anos atrás, a temática da homossexualidade sequer era cogitada no ambiente das igrejas--locais. Na verdade, no ambiente das igrejas e nos eventos evangélicos quase nada se falava a respeito de questões relacionadas a sexo e sexualidade. Contudo, esse cenário mudou, e faz algum tempo desde que esses assuntos passaram a ser falados e discutidos em eventos com centenas, e até milhares de pessoas.
Desde que igrejas inclusivas e lideranças homossexuais começaram a surgir em várias cidades do Brasil, cristão comprometidos com Deus e seu Reino não puderam deixar de se pronunciar, com base no que consta na Bíblia Sagrada. São rodas de conversa, palestras, conferências e podcasts conduzidos por lideranças evangélicas com objetivo de informar, esclarecer e trazer luz a essa temática tão delicada, com respeito às pessoas, seriedade e, principalmente, a partir dos princípios bíblicos.
Nestes dias em que muitas igrejas têm se deixado enredar pelo relativismo e estão tão afetados pelo liberalismo teológico, a “teologia inclusiva”, fomentada por entidades como a Aliança de Batistas do Brasil e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), este último, totalmente contrário ao rigor doutrinário da Convenção Batista do Brasil (CBB).
O site “Gospel+” descreveu bem o desvio militante de algumas igrejas e denominações:
A ordenação de uma mulher homossexual ao ministério pastoral, com apoio e publicidade por parte de entidades abertamente defensoras das ideologias de esquerda é um sinal de que a postura dos militantes ideológicos no meio evangélico deixou de ser apenas um contraponto narrativo à sã doutrina, e se tornou uma agenda franca de contestação das Sagradas Escrituras.
Há tempos que pequenas investidas são feitas, como por exemplo, manifestações de endosso do CONIC ao ecumenismo, ou mesmo a defesa franca da legalização do aborto. Outras frentes fazem apologia ao feminismo, relativizando sem meias palavras a autoridade bíblica.
Apesar de algumas igrejas, como a Anglicana, a Luterana e tantas outras, estarem se afundando no liberalismo teológico, a homossexualidade é prática reprovada na Bíbliae é denunciada como pecado nas mais diversas vertentes do cristianismo, sejam eles reformados, pentecostais, neopentecostais ou católicos. A Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos está lidando com a maior divisão em sua história, devido a postura de progressistas dentro de sua liderança que, em clara resistência ao que está determinado pela denominação, têm ordenado homossexuais ao ministério, e mais, vem incentivando que seja celebrada a união entre pessoas do mesmo sexo.
Neste cenário, a questão gira em torno da seguinte questão: A igreja cristãdeve ser acolhedora, inclusiva ou ambas as coisas?
É incrível como a sociedade sem Deus empenha esforços para criar caso e tentar torcer a verdade bíblica. Muitos usam a máxima de que “Deus é amor” como base para defender que ele aceita todos do jeito que estão e que esse “aceite” é uma espécie de autorização para que elas permaneçam dessa mesma maneira, não exigindo submissão ao Espírito Santo para a mudança de postura. A máxima válida deveria ser, sim, que Deus é amor e ama todas as pessoas, mas também que ele as ama tanto que não pode permitir que elas permaneçam como estão nem que persistam em seus pecados, pois isso as levará à morte eterna, o eterno distanciamento do amor que elas tanto procuram e que Deus tem abundantemente disponível para elas.
Não, senhoras e senhores! A igreja não foi chamada para ser inclusiva! Ela foi chamada a acolher a todos! Para ser um lugar onde todos sejam abraçados, com todas as suas demandas, mazelas, sofrimentos, dores e pecados, e encontrem na presença de Deuse no meio do povo dele uma rede de apoio que os leve a crescer na graça e no conhecimento de Deus, a conhecer a Verdade (que é Cristo) e que esse conhecimento promova libertação, mudança de vida e uma nova perspectiva; que os leve a experimentar uma mudança de mente que os leve a sair do modo de pensar regido pelo sistema deste mundo (que se opõe a Deus) para a submissão ao modo de pensar de Deus, conforme registrado na Bíblia.
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