O adolescente foi o responsável por matar professora em escola estadual de SP

Vitória Tedeschi Publicado em 28/04/2023, às 14h05
Na tarde da última quinta-feira (27) a Justiça de São Paulo realizou a primeira audiência sobre um acidente que teria acontecido na Fundação Casa com o estudante de 13 anos que matou a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, esfaqueada em uma escola estadual da capital paulista, há um mês.
O jovem, que era aluno do colégio, foi apreendido pela polícia no local e internado na Fundação Casa, a antiga Febem. Dois dias depois da internação, ele apareceu com um corte no supercílio e relatou que havia caído da cama.
De acordo com o Metrópoles, a apuração interna conduzida pela Corregedoria Geral da Fundação Casa, o adolescente confirmou a versão, e o caso foi arquivado.
No entanto, ainda estranhando que algo a mais poderia ter acontecido para ocasionar o ferimento, o caso será analisado pelo Departamento de Execuções da Vara Especial da Infância e Juventude.
Participaram da audiência da última quinta-feira (27) o adolescente infrator, os pais dele, a advogada de defesa e o juiz corregedor da Fundação Casa.
Vale citar que, ainda em entrevista ao Metrópoles, a advogada da família, Rafaela Dantas, afirmou que o adolescente está muito arrependido do atentado, e os pais dele estão "sofrendo muito".
Lá dentro [da Fundação Casa] é complicado, é complexo. Ele está, querendo ou não, muito arrependido de tudo aquilo que está acontecendo na vida dele. É uma criança, né, que está vivendo ali em um mundo que ele até então desconhecia", afirmou ela.

Três professoras e um aluno foram esfaqueados após um ataque dentro da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, na manhã do dia 27 de março. Um adolescente de 13 anos suspeito pelo crime foi apreendido.
Inicialmente, a polícia havia informado que dois alunos tinham sido atingidos. Um deles, porém, foi socorrido em estado de choque, mas sem ferimentos. A outra criança ferida sofreu um corte no braço e foi levada a um hospital da região.
Uma das professoras foi levada para o Hospital das Clínicas e o outra para o Hospital Bandeirantes. A terceira, Elisabete Tenreiro, sofreu parada cardiorrespiratória, foi socorrida pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar, mas não resistiu e morreu.
De acordo com o UOL, no celular do adolescente, foram encontradas informações de ataques em outras escolas no país, o que indica que o crime foi planejado. Segundo fontes ligadas às investigações, o aluno tinha prometido atacar professores e alunos da sua sala porque era alvo de bullying.
O ataque foi registrado por câmeras de segurança da sala de aula. Nas imagens, foi possível ver o momento em que a professora é esfaqueada nas costas e na cabeça, caindo no chão em seguida. Uma correria é registrada e outro estudante chega a ser foco do ataque, conseguindo fugir.
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