Presidente dos EUA alega “emergência nacional” e acusa governo brasileiro de ameaçar empresas americanas, violar direitos humanos e perseguir o ex presidente Jair Bolsonaro

Lívia Gennari Publicado em 30/07/2025, às 15h13
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto executivo que oficializa a imposição da tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil A medida amplia as tensões entre os dois países e é justificada, segundo o documento oficial, por uma “emergência nacional” provocada por ações do governo brasileiro que, na visão da Casa Branca, ferem interesses estratégicos dos EUA. A nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros entrará em vigor em 6 de agosto, e não mais em 1º de agosto, como havia sido anunciado anteriormente.
A decisão, fundamentada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977, declara uma nova emergência nacional relacionada especificamente ao Brasil. O decreto acusa o governo brasileiro de conduzir políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias”, que estariam prejudicando empresas americanas, comprometendo a liberdade de expressão e impactando negativamente a economia e a política externa dos Estados Unidos.
Entre as razões apontadas por Trump, destaca-se a alegação de “perseguição, intimidação, assédio, censura e processos com motivação política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. De acordo com o republicano, tais ações representam graves violações dos direitos humanos e comprometem o Estado de Direito no Brasil.
"O presidente Trump tem reafirmado consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras, inclusive salvaguardando a liberdade de expressão, protegendo empresas americanas de censura coercitiva ilegal e responsabilizando violadores de direitos humanos por seu comportamento ilegal", diz o documento.
A medida deve afetar setores estratégicos da economia brasileira, com impacto direto nas exportações ao mercado norte-americano, pois a tarifa de 50% pode diminuir a competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos, causando prejuízos a empresas e produtores. Especialistas alertam para o risco de aumento das tensões diplomáticas entre os dois países, e o governo brasileiro pode adotar medidas de resposta nos próximos dias.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre o decreto.
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