Declaração feita pelo presidente dos Estados Unidos voltou a repercutir após o Wall Street Journal informar que Israel alertou Washington sobre um suposto novo plano iraniano para matar o republicano.

Ana Beatriz Silva Publicado em 11/07/2026, às 12h07
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que deixou instruções para uma resposta militar severa ao Irã caso seja assassinado, em meio a um alerta de Israel sobre um possível plano iraniano contra ele. Essa afirmação reacendeu tensões entre Washington e Teerã, refletindo um histórico de ameaças e retaliações desde a morte do general Qasem Soleimani em 2020.
A situação é agravada por um alerta recente de Israel, que indicou uma nova tentativa de assassinato planejada pelo Irã, embora alguns membros do governo americano considerem a ameaça não totalmente crível. Além disso, o Departamento de Justiça dos EUA já havia acusado um indivíduo ligado ao Irã por supostas conspirações contra Trump.
Em resposta ao alerta, a segurança presidencial foi reforçada, com Trump utilizando um modelo mais antigo do Air Force One por preocupações defensivas. As relações entre os EUA e o Irã continuam tensas, com Trump afirmando que as conversas entre os países prosseguem, apesar do aumento das hostilidades e da possibilidade de uma escalada militar na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deixou instruções para uma resposta militar devastadora contra o Irã caso seja assassinado em uma ação atribuída ao regime iraniano. A declaração, feita originalmente em 4 de fevereiro de 2025, voltou ao centro do debate internacional nesta semana após o jornal The Wall Street Journal informar que Israel compartilhou com autoridades americanas uma nova inteligência sobre um possível plano iraniano para matar o republicano.
Na ocasião, Trump disse a jornalistas, enquanto assinava uma ordem executiva de “pressão máxima” contra Teerã, que havia deixado orientações a seus assessores para que o Irã fosse “obliterado” se ordenasse seu assassinato. Segundo a Associated Press, Trump declarou que, caso isso acontecesse, “não sobraria nada”. A fala foi interpretada como um alerta direto ao regime iraniano em meio ao histórico de ameaças de retaliação pela morte do general Qasem Soleimani.
Soleimani, então comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto em 3 de janeiro de 2020 em um ataque aéreo dos Estados Unidos perto do aeroporto de Bagdá, no Iraque. A operação foi ordenada por Trump durante seu primeiro mandato. Na época, o governo americano afirmou que a ação tinha como objetivo impedir novos ataques contra interesses dos Estados Unidos, enquanto o Irã prometeu vingança pela morte de um de seus principais líderes militares.
O caso ganhou novo peso depois da reportagem do Wall Street Journal, publicada em julho de 2026, segundo a qual Israel teria avisado os Estados Unidos sobre uma suposta nova tentativa planejada pelo Irã para assassinar Trump. O jornal relatou que o alerta foi compartilhado com autoridades americanas, embora representantes citados pela reportagem tenham indicado que a ameaça não era considerada totalmente crível por alguns integrantes do governo.
A tensão também teria afetado a segurança presidencial. Em outra reportagem, o Wall Street Journal informou que Trump retornou de uma viagem usando um modelo mais antigo do Air Force One após autoridades americanas receberem o alerta israelense. Segundo o jornal, havia preocupação de que uma aeronave de luxo mais nova não tivesse recursos defensivos suficientes diante do risco potencial.
Em entrevista ao New York Post, reproduzida pela Fox News, Trump voltou a afirmar que está há muito tempo na mira de Teerã. O presidente disse que deixou instruções para que, caso algo aconteça com ele, o Irã seja bombardeado “em níveis que eles nunca viram antes”. Na mesma declaração, Trump minimizou a ideia de que Israel tivesse apresentado algo completamente novo e afirmou que já seria o principal alvo iraniano há anos.
O histórico de ameaças não é recente. Em novembro de 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou acusações contra Farhad Shakeri, descrito pelas autoridades americanas como um ativo ligado ao Irã, por supostamente participar de uma trama para vigiar e assassinar Trump, então presidente eleito. Segundo o órgão, o caso fazia parte de uma rede de planos atribuídos ao regime iraniano contra cidadãos americanos, dissidentes e lideranças políticas.
A nova repercussão ocorre em um momento de agravamento das relações entre Washington e Teerã. A Reuters informou que os Estados Unidos buscavam uma declaração pública do Irã garantindo a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial. A agência também relatou que Trump afirmou que os dois países concordaram em continuar conversas, embora o presidente americano tenha declarado encerrado o cessar fogo após novos episódios de hostilidade.
O cenário amplia o risco de uma escalada militar no Oriente Médio. Em junho de 2025, os Estados Unidos atacaram três importantes instalações nucleares iranianas, segundo Trump, que afirmou na época que os alvos tinham sido “completamente e totalmente obliterados”. A ofensiva marcou uma das maiores escaladas recentes no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Até o momento, não há confirmação pública independente de que um novo plano iraniano contra Trump esteja em execução. A informação mais recente parte de relatos atribuídos a autoridades e pessoas familiarizadas com a inteligência compartilhada por Israel. O Irã não havia apresentado comentário imediato sobre as declarações mais recentes de Trump, segundo a Reuters.
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