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Tragédia

Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.490

Novo balanço oficial aponta milhares de vítimas, mais de 17 mil desabrigados e centenas de prédios destruídos após os fortes abalos sísmicos

Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.490 - Imagem: Reprodução/Instagram
Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.490 - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 12/07/2026, às 17h07


O governo da Venezuela atualizou neste domingo (12) o balanço oficial dos terremotos que atingiram o país no fim de junho e informou que o número de mortos subiu para 4.490. Os novos dados foram divulgados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e porta-voz das informações sobre a tragédia.

Segundo o levantamento, 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 6.462 vítimas foram resgatadas com vida pelas equipes de emergência. Além disso, 17.907 moradores permanecem desabrigados em decorrência da destruição causada pelos tremores.

O governo venezuelano também informou que 190 edifícios desabaram completamente e outros 856 sofreram danos estruturais em diferentes regiões do país. Desde o início da crise, foram registradas 1.222 réplicas, mantendo as autoridades em alerta.

Mais de 30 mil agentes seguem mobilizados nas operações de busca, resgate, assistência humanitária e reconstrução das áreas atingidas.

Os terremotos ocorreram em 24 de junho e atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo considerados os mais fortes registrados na Venezuela desde 1900. As regiões mais afetadas foram Caracas e o estado de La Guaira, onde diversos edifícios desabaram e milhares de pessoas ficaram desalojadas.

Logo após a tragédia, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou para o alto potencial destrutivo dos abalos e estimou, em uma avaliação preliminar, que o número de vítimas fatais poderia variar entre 10 mil e 100 mil pessoas, levando em consideração a intensidade dos terremotos, a densidade populacional e as condições das construções nas áreas atingidas.

As buscas por sobreviventes continuam, mas o ritmo dos resgates diminuiu significativamente nas últimas semanas. Nos primeiros dias após os terremotos, milhares de pessoas foram retiradas com vida dos escombros. Desde então, novos resgates tornaram-se cada vez mais raros.


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