''Eu brinco que transformei roupa de visita em item de desejo'', afirmou a dona do negócio

Juliane Moreti Publicado em 16/08/2023, às 18h41
Camilla Bez há 10 meses criou uma loja de 'moda penitenciária' e divulga todos os seus trabalhos e opções de roupas para alcançar mais mulheres de detentos.
De acordo com informações do portal Universa, a jovem escolheu investir no negócio quando percebeu a grande oportunidade desde quando, há 11 meses, seu marido foi preso, e ela esteve nas filas para visitar o companheiro.
Uma das questões que Camilla levou em consideração foram as inúmeras regras de vestimentas impostas pela administração das penitenciárias, que proíbem decotes, acessórios e cores neutras, por exemplo.
''Eu brinco que transformei roupa de visita em item de desejo. É muito gratificante ver a revolução de comportamento das meninas com as roupas. Elas agora falam: 'vou arrasar na visita', em vez de 'parece que estou indo lavar a casa'', comentou Camilla.
A dona do negócio disse que muitas pessoas podem achar ''ridículo'', mas para ela e outras, é questão de ''devolver a autoestima e o valor que a sociedade sempre quer tirar'' por algumas mulheres serem companheiras de ''algúem que errou e está pagando''.
''As mulheres da fila deixavam a autoestima em casa'', falou, sobre a observação depois da sua grande ideia da montar a loja, forma que agora mantém sua casa através do lucros.
Ainda conforme o portal, Camilla já foi cabeleireira, maquiadora e trabalhou como ambulante na Feirinha da Madrugada, mas parou quando sua filha nasceu. Agora, é dona de casa após a prisão do marido.
@bazardabez Um dos Kits + Lindos aqui da loja indo passear la em Curitiba com a @Talita Correa 🥰 Espero que se apaixone por tudo Miga 💖 #mulherdepreso#cunhadasdotiktok🔐⛓💕#cunhadasdosistema#presotemfamilia👏🔓❤♬ som original - MC Diouro 🥇
Com o tempo, a 'moda penitenciária' acabou sustentando suas visitas ao companheiro, que exigiam uma viagem da capital ao interior de São Paulo. Vendo o sucesso, optou por divulgar nas redes sociais, que acabou viralizando.
''Não fui eu que criei esse tipo de comércio, mas eu virei a chave do que as meninas queriam. Fiz um trabalho mais dedicado, que fugisse do padrão 'triste' e de 'necessidade''', disse, falando que sua gama de clientes aumentou.
Não posso dizer que acho ruim as restrições de vestimenta, elas são necessárias para a nossa segurança e a dos detentos, mas infelizmente acaba com muito da personalidade da pessoa, porque a moda é criatividade e personalidade'', reforçou.
Atualmente, com a alta de clientes, o próximo passo de Camilla é abrir uma loja física e viver o sonho com o marido, que ainda está no processo para ganhar a liberdade.
Entre os pedidos, não estão apenas mulheres de detentos, mas também pessoas que querem usar as roupas para ir treinar em academias, por exemplo, gerando cada vez mais mulheres como consumidoras e ampliando os lucros.
@bazardabez ❤️🩹🔒 #mulherdepreso#cunhadasdotiktok🔐⛓💕♬ som original - Bazardabez
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação

CPTM amplia pagamento de bilhetes via Pix para todas as estações do sistema

Josh Grisetti, estrela de musicais da Broadway, morre aos 44 anos

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada