Sarah Eubanks trabalhou por 4 anos no procedimento e detalhou como se sentiu

Juliane Moreti Publicado em 23/01/2023, às 14h41
Sarah Eubanks, por quase quatro anos, trabalhou em uma clínica de abortos, auxiliando os médicos fazendo parte do procedimento. Atualmente, ela relata como se arrepende de ter participado das interrupções, dizendo que ''dançou com o diabo'' naquela época.
Estudante de enfermagem, ela começou, quando jovem, a trabalhar no ''The Ladies Center'', em Alabama (EUA). ''No final das contas, eles realmente não se importavam. Queriam alguém para fazer o trabalho sujo'', contou Sarah ao dizer que foi contratada, conforme relata o portal Guiame.
Sarah comentou que entrou para a função de ''juntar'' as partes do corpo dos fetos abortados, para garantir que fossem contabilizados. Em números, ela citou ''mais de cinco mil''. ''Mais abortos, significavam mais dinheiro para a empresa, o que significa mais segurança no emprego para nós''.
A ex-enfermeira contou que, por causa do dinheiro, era pressionada pela gerência para fazer o trabalho mais rápido. Ela cuidava também da parte administrativa, portanto, não tinha tempo para ''dar atenção às pacientes'', apenas se preocupava em mantê-la viva, ignorando o emocional, por exemplo. ''Ter cuidado era perder tempo''.
Elas (pacientes) acreditavam que nos preocupávamos com seu bem-estar emocional, mas isso simplismente não era verdade [...] , contou Sarah, reafirmando que ''mais abortos geravam mais dinheiro''.
''Isso não quer dizer que eu não me importaria se elas vivessem ou morressem - claro que sim. Mas o cuidado que nós, a equipe, exalávamos era uma atuação. Era nosso truque, uma fachada, uma manipulação das mulheres de lá''.
Em determinado momento, Sarah e a clínica começaram a receber muita atenção negativa. Haviam, por exemplo, pessoas que ficaram em frente ao lugar, protestando contra os abortos que eram realizados. Por causa disso, ela decidiu sair da função.
Seguiu seu rumo em outro emprego, mas, com o passar dos anos, a escuridão tomou conta do seu coração. Sarah convivia com familiares cristãos. Mas, aos 12 anos, contou que entrou para uma vida de drogas e promiscuidade, indo contra todos os ensinamentos de seus parentes. Passou a adolescência e juventude nesse caminho, até o início do primeiro trabalho na clínica.
Quando saiu do trabalho, começou a sentir um ''peso'', até que foi convidada por um amigo para ir à igreja, em um estudo biblíco. Aquela palavra do pastor, segundo ela, falou em seu coração. Deus, portanto, segundo Sarah, começou a trabalhar nessa ''escuridão'' que a assombrava.
Dois anos depois, ainda frequentando aos cultos, aprendizados e entregando o seu coração, ela aceitou Jesus. Um dos melhores processos para ela, foi um retiro de um homem ''pró-vida'', em que Sarah passou a olhar coisas que nunca tinha pensado através das ministrações.
''Eu disse que acabei com tudo isso (trabalhar na clínia de abortos). Ele (Deus) me salvou de qualquer pecado e vergonha que eu tinha antes em minha vida. E tem sido um processo'', relatou, ainda segundo o portal.
Há mais de 30 anos Sarah deixou a clínica de abortos. Atualmente, ela ministra em sua igreja e se tornou parte de uma organização sem fins lucrativos, chamada ''And Then There Were None'', que prega para ex-trabalhadores de clíninas de aborto.
''Eu finalmente me sinto livre'', compartilhou Sarah. ''Nós apenas temos que manter o foco Nele (Deus) e dar a Ele nosso coração e tudo o que temos. Ele retribui dez vezes mais'', finalizou.
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