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Economia

Dólar dispara e fecha a R$ 5,83 após retaliação comercial da China

Dólar registra maior alta diária desde novembro de 2022

A escalada da guerra comercial entre EUA e China provoca forte alta no dólar e queda expressiva na bolsa brasileira - Imagem: Reprodução/Freepik
A escalada da guerra comercial entre EUA e China provoca forte alta no dólar e queda expressiva na bolsa brasileira - Imagem: Reprodução/Freepik

Manoela Cardozo Publicado em 05/04/2025, às 11h40


Na última sexta-feira (04), o mercado financeiro brasileiro foi impactado pela intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.O dólar à vista encerrou o dia com uma valorização de 3,72%, cotado a R$ 5,8382, marcando a maior elevação percentual em um único dia desde 10 de novembro de 2022, quando a moeda subiu 4,1%.

Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrou uma queda de 2,96%, fechando aos 127.256 pontos.Este desempenho representa a maior retração diária desde 18 de dezembro do ano anterior, quando o índice caiu 3,15%.

O agravamento da disputa comercial teve início após a China anunciar tarifas adicionais de 34% sobre produtos importados dos EUA, em resposta às medidas protecionistas implementadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.A retaliação chinesa gerou preocupações nos mercados globais, refletindo-se em oscilações significativas nas principais bolsas de valores e no mercado cambial.

Especialistas apontam que a incerteza gerada por essa escalada tarifária pode afetar negativamente o crescimento econômico mundial.Bruna Centeno, sócia da Blue3 Investimentos, destacou que "a incerteza que paira sobre o mundo é de que essa política comercial vai afetar preços, taxas de juros e, consequentemente, as perspectivas de crescimento das economias".

No Brasil, a valorização do dólar pode pressionar a inflação, especialmente em produtos importados e insumos dolarizados, além de impactar empresas com dívidas em moeda estrangeira.Investidores permanecem atentos aos desdobramentos da guerra comercial e às possíveis intervenções dos bancos centrais para mitigar os efeitos adversos nos mercados financeiros.


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