Diário de São Paulo
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Em outubro, vote em gente que faz política!

Imagem: Freepik
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Publicado em 16/07/2022, às 09h15 Kleber Carrilho


Em 2018, muitas pessoas, cansadas dos políticos, votaram em quem dizia que não fazia política. Foi o auge dos outsiders, aqueles que, vindo de qualquer lugar, dizia que iria melhorar o ambiente político. E por que eu digo que foi o auge? Porque eu espero mesmo que os eleitores não continuem sendo bobos.

Afinal, quem diz que não faz política, e quem não se prepara para fazê-la, ao chegar a um cargo público, na maioria das vezes, ou na totalidade, faz bobagem.

É só dar uma olhada na atuação dos congressistas que foram eleitos na onda da antipolítica. Quem não entregou seu mandato para que os políticos tradicionais mal intencionados tomassem conta está perdido até agora.

Isso porque política dá trabalho e, quem a faz, precisa ter capacidade de organizar pessoas e demandas. É essencial entender quais são as necessidades, os desejos e as expectativas dos eleitores, saber como funciona a atuação na Câmara, no Senado, nas Assembleias ou em qualquer outro canto, compreender como propor projetos de lei, utilizar emendas para o desenvolvimento de políticas públicas, entre tantas outras coisas.

Por isso, olhe para o seu ambiente. Políticos só devem ser votados se estão ligados à sua região ou representam uma bandeira ou um movimento que é importante para você. Se é só um cara bacana que aparece com ideias malucas na internet, esqueça. Se é só engraçado e diz bobagens, esqueça também.

Escolha quem se preocupa com a segurança pública, com a educação, com a saúde, com a defesa das mulheres ou qualquer outra pauta com a qual você se identifica. Ou, se você é de Santos, de Ribeirão Preto, de Presidente Prudente, vote nos candidatos que entendem da região.

Mas isso é essencial mesmo. Teste a história, o conhecimento, a capacidade de candidatas e candidatos. Se a pessoa fala sobre segurança, o que ele fez, onde trabalhou, o que estudou? Se tem como pauta a defesa das mulheres, é só discurso ou tem ação? Em todas as áreas e com todos os candidatos que apareçam na sua frente, faça essas perguntas.

Campanha é época de entrevista de emprego para quem quer mandato. Por isso, todos os candidatos devem estar prontos para responder a qualquer pergunta de quem pode contratar, que é você. Se um candidato ou uma candidata não quiser responder a uma pergunta sua, se não souber sobre algo que é importante ou se você tiver qualquer desconfiança sobre a capacidade, passe para o próximo ou a próxima da lista.

Afinal, na maioria dos partidos, à esquerda, ao centro e à direita, tem gente competente. E, com certeza, se você pesquisar bem, vai encontrar alguém que sirva para representar bem os seus desejos.

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