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Lula precisaria pensar mais de uma vez antes de falar

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Por Reinaldo Polito

Lula precisaria pensar mais de uma vez antes de falar

 

Até hoje crucificam Pelé porque disse mais ou menos com essas palavras: brasileiro não sabe votar. Se fosse eu a verbalizar essa pérola, que sou apenas um número na fila do pão, ninguém daria a mínima importância. Nem eu nem milhões de brasileiros que vivem repetindo essa mesma frase há décadas. O rei do futebol, entretanto, ainda que tivesse razão, poderia ter se calado, ou abordado a questão por ângulos mais adequados.
Se analisarmos bem o que aconteceu com as eleições depois dessa declaração de Pelé, vamos constatar que ele não estava errado, pois elegemos muitos políticos que nunca deveriam ter chegado lá. Sem contar que ele não afirmou que o brasileiro não deveria votar, mas sim que após a saída dos militares do poder estávamos em um processo de aprendizado, errando e acertando com as nossas escolhas. Até hoje torcemos pela renovação do Congresso. Ou seja, muitos dos políticos que foram colocados na Câmara e no Senado não deveriam ocupar o cargo.
Da mesma forma quando Lula, na entrevista para a revista Time, onde foi capa da edição, diz que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, foi tão responsável quanto o líder russo, Vladimir Putin, pela guerra entre os dois países, também falou o que não devia. Talvez essa seja até a opinião de muitas pessoas, mas o ex-presidente, em plena campanha eleitoral, que a lei teima em chamar de pré-campanha, não podia tocar nesse tema dessa forma.
Não deu outra. A embaixada ucraniana no Brasil se manifestou contestando as palavras de Lula. Declararam que o pré-candidato petista “está mal-informado sobre os motivos da guerra da Rússia contra a Ucrânia”. E não pararam por aí. Vão pedir uma audiência do ex-presidente para falar com Anatoli Trach, chefe da missão diplomática, para esclarecer a posição ucraniana. Se Lula tivesse ficado quieto, ou tratado o assunto de maneira mais diplomática, esses dissabores teriam sido evitados.
A história está repleta de exemplos de pessoas com relevante projeção na política, no mundo empresarial ou artístico, que deram opinião a respeito de determinadas matérias com repercussões descomunais, apenas pelo fato de serem personalidades destacadas.
Se a maioria de nós tivesse chegado no aeroporto e dissesse o que Marta Suplicy comentou, a consequência não seria a mesma. Vivíamos naquela oportunidade uma das maiores crises aéreas da história. Com o cancelamento dos voos, empresários e executivos estavam desesperados. Perdiam reuniões importantes e amargavam prejuízos consideráveis por negócios que não conseguiam concluir.
Marta era ministra do Turismo, e cobravam dela alguma satisfação. Ela tentou minimizar o problema procurando acalmar os passageiros. Ao ser questionada pelos jornalistas sobre o caos enfrentado pela aviação no país, a ministra informou que os atrasos seriam solucionados com o investimento em nova frota de aeronaves. E aproveitando sua experiência como sexóloga complementou: “Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”. Essas palavras foram interpretadas como insensibilidade de Marta diante daquela aflição. Como se ela não estivesse se incomodando com a situação crítica que o Brasil atravessava no setor. Pela importância do cargo que ocupava, a mensagem viralizou como praga. Se avaliarmos sem o envolvimento emocional daquela ocasião, podemos concluir que ela desejava simplesmente com essa frase dar um pouco mais de alento e tirar o excesso de preocupação dos viajantes.
Por isso, se você ocupar funções de destaque em qualquer área de atividade, cuidado ao fazer pronunciamentos. Tenha em mente que suas palavras serão compreendidas com cores muito mais fortes do que se fossem pronunciadas por outra pessoa sem tanta expressão.
Se esse for o seu caso, antes de falar pense uma, duas, três, dez vezes para se manifestar. E, em certas circunstâncias, se o tema estiver no olho do furacão, talvez seja recomendável que se mantenha calado. Siga pelo Instagram: @polito

 

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Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação e professor de oratória nos cursos de pós-graduação em Marketing Político, Gestão Corporativa e Gestão de Comunicação e Marketing na ECA-USP. Escreveu 34 livros com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em 39 países. Siga no Instagram @polito pelo facebook.com/reinaldopolito pergunte no contatos@polito.com.br

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