O caso voltou à tona com o vazamento do vídeo na última terça-feira (25)

Thais Bueno Publicado em 26/04/2023, às 16h59
Na última terça-feira (25), o padre José Maria, da Paróquia São Camilo de Lellis, localizada no Asa Sul, bairro que fica no Distrito Federal (DF), foi gravado enquanto fazia sexo com outro homem. O momento íntimo não é crime; porém, vai totalmente contra os preceitos da Igreja Católica.
No entanto, esta não é a primeira vez que um pároco do local se envolve em uma polêmica sexual. Com a repercussão dos vídeos vazados de sexo do padre com o homem, um outro caso foi trazido à tona pelo portal Metrópoles.
O padre Evangelista Moisés de Figueiredo, que foi pároco da Igreja entre o final do anos 1980 e início da década de 1990, foi preso por um crime gravíssimo em 2011: foi acusado de ter abuso sexualmente de seis crianças, sendo cinco delas irmãos, com idades entre 5 e 14 anos.
Na época em que o crime foi denunciado, o homem era ministro presbiteral na igreja São Francisco de Assis, em São Sebastião. Quem denunciou o estupro foi a mãe das vítimas, sendo que a outra delas era uma vizinha da família.
Segundo revelado pelas crianças (cinco meninas e um menino), elas foram vítimas de violência sexual por um ano inteiro. A polícia, então, passou a investigar os crimes e começou a realizar buscas pelo suspeito para prendê-lo.
Ele foi encontrado na cama com uma mulher, que era secretária da Paróquia São Camilo. Em uma busca e apreensão, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ainda localizou uma espingarda de cano curto e 24 cartuchos de munição.
Conforme apurado pelos investigadores, o padre utilizava o seguinte método para abusar das crianças: ele as atraía com a promessa de ajudar nos deveres de casa e ainda oferecia R$ 20.
Além disso, os menores de idade também contaram, na época, que eles eram abusados cometidos na residência do pároco ou nas casas das próprias vítimas. Para colocar medo e impedir que fosse denunciado por elas, o homem mostrava a arma que possuia.
As vítimas ainda disseram que, antes de estuprá-las, o religioso mostrava alguns vídeos pornográficos em seu celular. O aparelho também foi confiscado pela polícia, que confirmou que as gravações estavam realmente ali.
Hoje, Evangelista Moisés de Figueiredo está esperando em liberdade pela definição final de seu processo, que ainda segue na Justiça.
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