A prática traz sérios riscos à saúde e sensação seria parecida com a de cheirar cola, segundo especialistas

Vitória Tedeschi Publicado em 14/10/2022, às 17h33
Em julho deste ano, o aumento repentino da compra de camisinhas em uma pequena cidade da Índia, Durgapur, chamou a atenção.
A primeira conclusão que todos chegaram era que a população estava se protegendo mais contra doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, por mais estranho que possa parecer, o motivo não tinha nada a ver com sexo.
Isso porque, na verdade, tratava-se de um novo jeito de ficar eufórico: o chá de camisinha. O caso foi contato pela CNN-News 18, um canal de notícias indiano, segundo o Gizmodo.
Ao que parece, adolescentes têm fervido camisinhas saborizadas para beber. Pois quando aquecidos, os preservativos liberam substâncias alucinógenas capazes de gerar uma euforia viciante em quem inala os gases liberados no processo.
O jovem que serviu de fonte para o site indiano News18 garantiu que essa é a nova tendência entre os mais novos no país e que os efeitos podem durar até 12 horas.
O pesquisador de polímeros, Udayan Basak, em entrevista à Vice, afirmou que teoricamente é possível ficar 'chapado' bebendo chá de camisinhas. O motivo, segundo Basak, é que esses produtos contêm resinas de poliuretano, usados para garantir que eles durem muito e estiquem mais ainda. A glicerina também é componente, garantindo o sabor.
O efeito da droga seria similar ao de cheirar cola, criando uma sensação eufórica e alucinógena que dura alguns minutos. Os efeitos adversos incluem intoxicação e mesmo o vício.
É muito importante citar que médicos já alertaram dos efeitos terríveis que essa fumaça tóxica tem para os pulmões.
O consumo mínimo põe em risco os pulmões, rins e sistema nervoso, e a longo prazo pode desencadear algum tipo de câncer, mas em viciados que consomem a droga todos os dias as consequências são mais aceleradas, algumas vezes imediatas.
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