O total de 13 mil crianças de 0 a 5 anos foram avaliadas nas cinco regiões do Brasil

Juliane Moreti Publicado em 29/10/2023, às 09h49
Uma pesquisa do projeto Primeira Infância para Adultos Saudáveis (Pipas), lançada nesta quinta-feira (25), mostrou que cerca de 12% das crianças brasileiras apresentam suspeita de atraso no desenvolvimento.
13 mil crianças de 0 a 5 anos foram avaliadas nas cinco regiões do Brasil, principalmente por ser nessa idade que elas deveriam começar a se desenvolver em suas habilidades motoras, cognitivas, de linguagem e socioemocionais.
Mais detalhes foram apresentados durante a 10ª edição do Simpósio Internacional de Desenvolvimento Primeira Infância, em Brasília, por meio da parceria com a Fundação Cecilia Souto Vidigal e o Instituto de Saúde.
A coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente no Ministério da Saúde, Sônia Venâncio, explicou no evento que o objetivo da pesquisa é identificar as necessidades de programas e ações políticas voltadas ao desenvolvimento na primeira infância.
''Esse projeto não substitui as pesquisas de abrangência nacional, que apresentam um paronama do país, mas essa média nacional, muitas vezes, pode mascarar diferenças regionais'', começou a falar.
''Como nosso foco é disponibilizar os dados para a realidade local, eles variam muito de contexto para contexto, e cada local pode pegar seu conjunto de dados para planejar ações mais apropriadas que podem garantir o desenvolvimento na primeira infância'', completou.
O Ministério da Saúde recomenda que é funamental que os responsáveis compareçam à unidade básica de saúde (UBS) para fazer o acompanhamento do desenvolvimento da criança.
Além disso, de acordo com informações do portal do governo, aconteceu a ampliação do acesso e atendimento de qualidade na atenção primária à saúde por meio do Sistema Unico de Saúde (SUS) para mais de 85 milhões de brasileiros.
Para isso, também foram priorizadas a contratação de multiprofissionais com o investimento de R$ 870 milhões para estados e municípios custearem equipes diferentes: nutricionistas, pediatras, fisioterapeutas, psicólogos e outros.
O Ministério da Sáude também prevê a volta da entrega da Caderneta da Criança, que contém informações cruciais sobre vacinação, alimentação adequada e saúde do bebê, por exemplo, sendo mais uma tentativa de auxílio do governo federal, em 2023, para reduzir atrasos no desenvolvimento.
''A caderneta é a principal ferramenta para os profissionais da atenção primária acompanharem o desenvolvimento das crianças. Estávamos há três anos sem essa distribuição nacional, mas a caderneta voltará a ser distribuída nos próximos meses'', afirmou ainda.
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