Cerca de 6 mil câmeras de monitoramento do programa foram instaladas na capital, a fim de aumentar ainda mais a segurança em São Paulo

Vitória Tedeschi Publicado em 27/03/2024, às 11h20
Em fevereiro de 2024, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), iniciou as operações do maior sistema de monitoramento por câmeras inteligentes, o Smart Sampa, que promete revolucionar a segurança na capital paulista.
A cidade de São Paulo conta com cerca de 6 mil câmeras de monitoramento do Programa Smart Sampa instaladas e em funcionamento na capital. Destas, cerca de 65% estão na região central. E todas elas têm sistema de reconhecimento facial. O Programa prevê a instalação de 20 mil câmeras de segurança até o final de 2024.
Desde a implantação do sistema de monitoramento, em 9 de fevereiro deste ano, três pessoas desaparecidas foram encontradas por meio da tecnologia de reconhecimento facial, com a integração ao banco de dados da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). A Central de Monitoramentos já conta com 40 agentes da GCM capacitados por meio de protocolo operacional. Mais 260 agentes serão capacitados até o final deste ano.
O sistema de biometria facial dos equipamentos auxilia na busca de pessoas desaparecidas e também procurados pela Justiça. Neste método, o sistema considera somente detecções com no mínimo 90% de paridade nos casos de pessoas foragidas. As que se enquadram abaixo desse parâmetro são automaticamente descartadas pela plataforma, não gerando nenhum alerta.
Além disso, o uso da Inteligência Artificial no Programa Smart Sampa também serve para benefício em diversos aspectos da cidade de São Paulo em áreas como zeladoria, trânsito, assistência social, pessoas desaparecidas, segurança urbana e equipamentos públicos, incluindo saúde, educação e proteção ao patrimônio público.
Isso porque, além da busca de pessoas desaparecidas, a tecnologia também beneficia o cidadão nas questões de manutenção e conservação da cidade em zeladoria, como falta de iluminação em vias públicas, cujo alerta é confirmado e direcionado aos órgãos responsáveis por esse reparo.
Está previsto, por exemplo, integrar as ações da CET, SPTrans, CPTM, Metrô, SAMU, além da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar e Civil, por meio de uma moderna e inteligente Central de Monitoramento.
Vale citar ainda que o programa inovador também criará um canal de comunicação com a população, acompanhando marcadores em postagens públicas, hashtags, menções de órgãos públicos e comentários em postagens nos canais oficiais dos serviços municipais.
O canal irá possibilitar a identificação das demandas dos munícipes, como buracos nas vias, alagamentos, congestionamento no trânsito, limpeza urbana, iluminação pública, sistema de sinalização e demais situações que exijam a intervenção do poder público.
Este conteúdo foi feito em parceria com a Prefeitura de São Paulo. Para conferir a série de publicações sobre os principais temas da cidade, acesse o PDF do Diário de S. Paulo impresso - clicando neste link.

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