O nome escolhido pelo presidente vai substituir Lewandowski, que se aposenta neste mês

Mateus Omena Publicado em 06/04/2023, às 13h27
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta quinta-feira (6) que já tenha escolhido o nome a ser indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Em seu discurso, o chefe de Estado também não se comprometeu em escolher uma mulher ou uma pessoa negra, como tem sido cobrado por alguns setores da sociedade.
O presidente vai preencher a vaga do ministro Ricardo Lewandowski, que se aposenta compulsoriamente na semana que vem. Lula lamentou a saída do magistrado, no entanto afirmou não estar preocupado por achar que há vários bons nomes.
"A escolha do ministro do Supremo será feita por mim no momento que eu achar que deva fazer”, declarou Lula.
Por outro lado, o político não mencionou nenhum nome e negou que já tenha feito a escolha. "Não adianta as pessoas ficarem plantando nome, tentando vender candidato pela imprensa, porque não é assim que se escolhe ministro do Supremo".
Analistas políticos apontam que um dos nomes mais cotados é o do advogado Cristiano Zanin, que defendeu Lula durante o processo da Lava Jato.
Apesar da expectativa de mais diversidade e representatividade no Supremo, Lula não deu garantias de que indicará uma ministra ou uma pessoa não branca para a vaga.
"É um critério que eu vou levar muito em conta nesse momento, mas não darei nenhuma referência, porque, se eu der, estarei carimbando a pessoa que será o futuro ministro ou a futura ministra", explicou Lula, em uma coletiva de imprensa
E acrescentou: Eu [estou] com muita tranquilidade. Não tem data, não tem mês e não tenho pressa de escolher. Tem muita gente indicando gente, gente que eu conheço, gente que eu não conheço, mas essa escolha, da forma que vai ser escolhida para apresentar ao Senado, vai ser feita por mim."
"Tem muita gente boa, muita gente mesmo. Acho que tem mais gente preparada para o Suprema Corte do que tinha quando eu tive que escolher há 13 anos", completou o presidente.
Nesta quinta-feira (6), Lula concedeu, por meio de decreto, o aditamento da aposentadoria de Ricardo Lewandowski para a próxima terça (11). Dessa maneira, ele poderá indicar o primeiro nome do terceiro mandato.
O magistrado foi indicado pelo próprio petista em 2006. Depois da escolha de Lula, o indicado tem de ser sabatinado pelo Senado, em data a ser definida, antes de poder tomar posse.
“O nome que eu indicarei certamente vai fazer justiça ao povo brasileiro. Eu jamais indicarei um ministro da Suprema Corte por conta de precisar de algum favor. Não foi assim com nenhum que eu indiquei e não será assim daqui para a frente."

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