Investigação aponta que suplementos e leite em pó vencidos eram reembalados com novas datas de validade e poderiam voltar ao mercado até 2027.

Redação Publicado em 25/06/2026, às 09h55
Uma operação da Polícia Civil desmantelou uma fábrica clandestina em São João da Boa Vista, onde suplementos alimentares e leite em pó vencidos eram reaproveitados e reembalados com novas datas de validade, levantando preocupações sobre a saúde pública.
Bruno Missaci Antunes, responsável pelo esquema, foi preso em flagrante, e a polícia encontrou evidências de que produtos vencidos eram retirados de suas embalagens originais e colocados novamente em circulação com rótulos adulterados que indicavam validade até 2027.
As investigações prosseguem para identificar toda a cadeia de distribuição e determinar se os produtos adulterados chegaram a ser vendidos, enquanto a polícia busca outros envolvidos no esquema.
Uma operação da Polícia Civil desmantelou uma fábrica clandestina suspeita de reaproveitar suplementos alimentares e leite em pó vencidos em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. O local funcionava no bairro Jardim Dona Terezinha e, segundo as investigações, os produtos adulterados recebiam novas embalagens e datas de validade estendidas artificialmente.
A ação foi realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que prendeu em flagrante Bruno Missaci Antunes, apontado como responsável pelo esquema. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Durante a operação, os policiais encontraram grande quantidade de embalagens vazias de suplementos descartadas em caçambas, além de indícios de que produtos vencidos eram retirados de suas embalagens originais, reenvasados e novamente colocados em circulação.
De acordo com a Polícia Civil, os rótulos adulterados indicavam novas datas de validade com prazo estendido até o ano de 2027.
Funcionários encontrados no local relataram aos investigadores que realizavam a retirada, o ensaque e a reembalagem dos produtos por determinação da empresa. No entanto, eles afirmaram desconhecer para onde os itens adulterados seriam enviados posteriormente.
A polícia agora busca identificar toda a cadeia de distribuição dos produtos e apurar se as mercadorias chegaram a ser comercializadas para consumidores ou estabelecimentos comerciais.
O caso levanta preocupação sobre riscos à saúde pública, já que o consumo de suplementos e alimentos fora do prazo de validade pode comprometer a qualidade nutricional dos produtos e provocar danos à saúde.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e rastrear o destino final dos produtos adulterados.
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