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Rachadinha

Ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro vira réu por suposto esquema de rachadinha na Câmara do Rio

Justiça do Rio aceita denúncia do Ministério Público contra ex-assessor e outros seis investigados por suspeita de desvio de salários no gabinete do ex-vereador.

Justiça do Rio aceitou denúncia contra ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro e outros seis investigados por suposto esquema de rachadinha. - Imagem: Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil
Justiça do Rio aceitou denúncia contra ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro e outros seis investigados por suposto esquema de rachadinha. - Imagem: Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil

Redação Publicado em 25/06/2026, às 11h06


A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, acusado de liderar um esquema de rachadinha que funcionou entre 2005 e 2021, movimentando cerca de R$ 1,9 milhão.

Além de Fernandes, seis ex-assessoras parlamentares também foram denunciadas por organização criminosa e peculato, com a investigação apontando indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal.

Os réus têm dez dias para apresentar defesa, e a próxima fase do processo incluirá a definição do cronograma para a oitiva de testemunhas, enquanto investigações sobre possíveis responsabilidades de Carlos Bolsonaro continuam em andamento.

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público estadual e tornou réu o ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, Jorge Luiz Fernandes, acusado de liderar um suposto esquema de rachadinha no gabinete do então vereador na Câmara Municipal do Rio.

Além de Jorge Luiz, outras seis pessoas, todas ex-assessoras parlamentares, também passaram à condição de rés. O grupo responderá pelos crimes de organização criminosa e peculato.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o esquema teria funcionado entre 2005 e 2021 e consistia na devolução de parte dos salários dos servidores lotados no gabinete ao responsável pelas nomeações. A investigação aponta que a suposta prática teria movimentado aproximadamente R$ 1,9 milhão ao longo de 16 anos.

Na decisão, a Justiça destacou que há indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal, afirmando que a investigação reuniu elementos que apontam para a existência de um esquema de rachadinha no gabinete parlamentar.

Os acusados terão prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito. A próxima etapa do processo será a definição do cronograma para oitiva das testemunhas.

Embora a investigação faça referência ao gabinete de Carlos Bolsonaro, o ex-vereador não integra a lista de denunciados. Em setembro de 2024, o Ministério Público decidiu arquivar as apurações em relação ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de ausência de elementos suficientes para uma acusação criminal.

O caso, no entanto, foi reavaliado após o juiz responsável discordar do pedido inicial de arquivamento e encaminhar os autos para análise da Procuradoria-Geral de Justiça. As investigações sobre eventuais responsabilidades ainda seguem em andamento.

Carlos Bolsonaro encerrou sua trajetória como vereador do Rio de Janeiro ao final de 2025, após sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal. Atualmente, o político é apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, movimento que gerou debates e resistências dentro do próprio Partido Liberal no estado.

A ação tramita na 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro.


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