O candidato à reeleição foi o primeiro entrevistado da série de entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional

João Perossi Publicado em 23/08/2022, às 11h43
Após um momento tenso sobre democracia no Jornal Nacional, durante a entrevista desta segunda-feira (22), a conversa de Jair Messias Bolsonaro continuou com a entrevistadora Renata Vasconcellos perguntando sobre a gestão da pandemia por parte do Governo Federal.
A entrevistadora citou dados que indicavam a má gestão de Bolsonaro durante a emergência sanitária global, além de demonstrar uma falta de sensibilidade com as vítimas da Covid-19, e perguntou se o candidato não se sente responsabilizado pelas mais de 600 mil mortes pela doença no Brasil.
"Fizemos a nossa parte", declarou o candidato na resposta.
Bolsonaro seguiu defendendo o tratamento precoce com a cloroquina e invermectina, medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, e culpabilizou a imprensa, entre elas a Rede Globo, pela descredibilização desse tipo de tratamento.
Renata, então, repetiu a pergunta, citando frases do presidente, como a história do "jacaré" e a associação da vacina com o vírus da AIDS, além de relembrar do escândalo envolvendo os e-mails da Pfizer, ignorados pelo Ministério da Saúde por 90 dias.
"Eu não errei em nada que eu falei", afirmou o presidente. Além disso, Bolsonaro afirmou que o lockdown foi um erro, e que "as pessoas se contaminavam muito mais em casa do que nas ruas".
"O lockdown serviu, sim, para atrapalhar nossa economia e contaminar mais pessoas ainda, em casa", voltou a declarar o candidato à reeleição.
Renata, então, citou a crise de saúde em Manaus, em que pacientes com Covid-19 passaram cerca de 9 dias sem acesso a artigos básicos de saúde, entre eles oxigênio para respirar, devido a um erro logístico cometido pelo Ministério da Saúde.
"Negativo, em menos de 48 estavam lá chegando cilindros lá em Manaus", mentiu o candidato. Bolsonaro afirmou na réplica que a gestão da pandemia pelo Governo Federal foi ótima, mas que a culpa de todo problema foi dos desvios feitos por governadores e prefeitos.
Ao ser desmentido pela repórter, Jair Bolsonaro insistiu: "Não é verdade isso", se limitou a responder.
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