James Coddington foi executado na manhã de ontem na penitenciária de Oklahoma (EUA)

Vitória Tedeschi Publicado em 26/08/2022, às 15h29
Na última quinta-feira (25), James Coddington, de 50 anos, foi executado na penitecniária de Oklahoma (EUA) pela morte de Albert Hale, de 73 anos, em 1997, que foi morto a marteladas pelo condenado, em meio a sua luta contra o vício em crack.O condenado recebeu injeção letal e foi declarado morto às 10h16m.
Após receber a sentença final,James chamou a atenção da imprensa americana por seu apetite em sua última refeição, um direito dos presos condenados à morte.Ele comeu dois cheeseburgers, dois sanduíches de peixe empanado e duas porções grandes de batatas fritas, acompanhados de um refrigerante grande.
Os advogados e defensores do condenado esperavam que seu remorso pelo assassinato, sua educação extremamente traumática e sua reabilitação no corredor da morte o salvassem da sentença extrema. Mas o governador republicano Kevin Stitt não se convenceu do apelo, recusou o pedido de clemência e manteve a sentença.
"Para toda a minha família e os amigos, os advogados, todos que estiveram ao meu redor e me amaram, obrigado", declarou o detento enquanto era amarrado a uma maca dentro da câmara mortuária, pouco antes de morrer. "Governador Stitt, não o culpo e o perdoo", acrescentou ele antes do início do processo.
Dos 50 Estados americanos 37 adotam a pena de morte, com diferentes formas de execução do condenado (da cadeira elétrica à câmara de gás). Desde os anos 70 têm sido ampliadas as execuções, especialmente no Texas, onde os números da criminalidade caíram nos últimos 10 anos. Outros países optam pela forca e há também os favoráveis ao fuzilamento.
Segundo autoridades estaduais, a execução de James Coddington foi a primeira de mais de duas dúzias que estão planejadas até dezembro de 2024, a um ritmo de cerca de um condenado executado por mês, de acordo com reportagem da CNN.
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