O episódio teria acontecido no dia do primeiro turno das eleições presidenciais

Vitória Tedeschi Publicado em 06/10/2022, às 14h19
"Vai gritar Lula na África, agora" é a frase dita por um policial militar a um jovem negro, em um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (6).
A ação aconteceu no último domingo (2) em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, e foi gravada. O MP pediu explicações à Polícia Militar e identidade dos envolvidos.
As imagens foram publicadas nas redes sociais do jornalista André Caramante e logo viralizaram. No vídeo, o homem aparece sem camisa sendo algemado quando recebe os xingamentos.
“Vai gritar Lula lá na África, agora!”
— André Caramante (@andrecaramante) October 5, 2022
Essa foi a frase do policial militar ao prender o jovem preto, em Novo Gama (GO), em 2/10/22, dia das eleições no Brasil.
Brasil - Goiás - Novo Gama #celularemlegitimadefesa#filmeapolícia#filmthepolice
🎥👮🏻♂️📱💻🌎 pic.twitter.com/XX0e5GB7C7
A data da gravação corresponde ao dia do primeiro turno das eleições presidenciais em 2022.Nas imagens, uma voz por trás das câmeras afirma que "foi preso o moleque", e que a prisão teria sido motivada por questões políticas.
De acordo com a polícia, o homem foi algemado e preso porque estaria próximo a uma seção eleitoral supostamente fazendo boca de urna para o candidato Lula, do PT. O g1 apurou que o jovem chegou a ser levado à polícia, mas por não portar materiais eleitorais como provas físicas, foi liberado.
Após a circulação do vídeo nas redes sociais, o MP acionou a Polícia Militar pedindo explicações. De acordo com o órgão, eles acionaram a corporação pedindo detalhes da abordagem e a identidade dos agentes envolvidos no caso.
Em nota, a presidente do Partido dos Trabalhadores de Goiás (PT), Kátia Maria, se posicionou sobre o caso. No documento, disse que 'as imagens mostram cenas de racismo e violência política'. O partido ainda informou que advogados vão acionar a corregedoria da PM e da Guarda Municipal de Novo Gama para apurar o caso.
"Não vamos permitir intimidação, perseguição política e policial aos apoiadores do Lula em Goiás. Vivemos num estado democrático de direito e exigimos respeito à liberdade de escolha e expressão da população", diz a nota.
O partido ainda informou que vai acionar o governador Ronaldo Caiado (UB) pedindo a apuração, punição dos envolvidos e a orientação da corporação para evitar novos casos.

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