"Vivia para os filhos", disse o entrevistado, que não quis ser identificado

Thais Bueno Publicado em 21/12/2022, às 18h50
No último dia 11 de dezembro, um homem, de 32 anos de idade, foi morto a tiros em frente a uma mercearia em Aparecida do Norte, no interior de São Paulo.
Algumas imagens de câmeras de segurança da região gravaram o momento em que um homem, de moto, estaciona em uma viela próxima ao local e vai andando até a frente da loja, como se fosse um motoboy.
No estabelecimento, é possível ver que vários clientes estavam sentados em mesas na calçada, comendo e bebendo, quando o homem aparece de repente, de capacete, e atira várias vezes contra a vítima.
Depois de disparar contra Anderson, que já estava caído no chão, o atirador ainda dá socos e chutes nele e foge em seguida.
Infelizmente, o servente não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local. Ele trabalhava como servente e fazia bicos de motoboy aos finais de semana.
O suspeito de ter ordenado o homicídio é o patrão da vítima. De acordo com a família, Anderson processou o ex-patrão por falta de pagamento de verbas rescisórias. Até o momento de publicação desta reportagem, o criminoso está foragido.
Sua prisão já foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em entrevista ao g1, um familiar de Anderson, que preferiu que não fosse identificado por estarem sofrendo ameaças, fez um forte desabafo, pediu por justiça e revelou que o parente era uma pessoa querida.
"O Anderson era uma pessoa muito boa, de muitos amigos. Ele participava de ações solidárias, era muito família. Vivia para os filhos".
"Ele sempre foi trabalhador, trabalhava desde os 12 anos. Atualmente ele trabalhava como servente e tirou a esposa do trabalho, pra ela poder ficar em casa e cuidar das crianças com calma. Pra isso, ele passou a trabalhar dobrado e fazia bicos de motoboy aos finais de semana".
O familiar ainda contou que Anderson queria voltar a estudar para dar uma vida melhor aos filhos.
"Ele tinha muitos sonhos. De um tempo pra cá comentou que queria voltar a estudar, fazer um curso para ser técnico de enfermagem e pediu minha ajuda. Ele estava em dúvida, achando que estava velho para voltar a estudar, mas eu incentivei, disse que estava novo, que nunca era tarde para começar algo novo".
"Os filhos e toda a família estão arrasados. Falamos para as crianças que ele virou uma estrela. A gente está atrás de justiça. Ele não merecia o que aconteceu. Justiça, é isso que a gente quer", finalizou.
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