O caso aconteceu na frente de várias pessoas e a família apresentou uma versão que pode ter motivado o crime

Juliane Moreti Publicado em 15/12/2022, às 18h22
Em Aparecida do Norte, interior de São Paulo, um trabalhador foi assassinado a tiros por um homem que se passou por motoboy para poder entrar no bar e efetuar os disparos com a arma de fogo. O caso aconteceu em plena luz do dia, na frente de todos que estavam no local. A família luta por justiça.
As câmeras de segurança da região registraram tudo. No início das gravações, é possível ver um homem todo de preto, com capacete e, no fundo, uma moto deixada estacionada em um beco. Sem pensar, o 'motoboy' entra no bar e se aproxima da mesa aonde Anderson, a vítima, estava.
O homem já chega na mesa levantando a arma de fogo. Várias pessoas estavam ao redor e começaram a se afastar e correr do local, porque, logo em seguida, os disparos foram feitos em Anderson, enquanto ele estava com os amigos.

Anderson, sem chance de defesa, levou vários tiros e chegou a cair no chão, já sem vida, segundo uma reportagem 'Balanço Geral'. Depois de cair, nas imagens, ainda é possível ver que o agressor lhe dá uma coronhada na cabeça, além de um chute. Depois, retorna para o mesmo beco que entrou.
A família, em depoimento ao R7, falou sobre a saudade que sente de Anderson. Ainda por cima, deu indícios de quem pode ter planejado o assassinato: o ex-patrão da vítima, isso tudo porque não aceitou que o ex-funcionário entrou na justiça contra ele.
''Todo mundo quer seus direitos no trabalho, era o direito dele'', citou a mãe de Anderson. Ele estava atuando em um depósito de gás e queria ser registrado, mas, sem sucesso, pediu demissão e entrou na justiça para o caso ter andamento.
No tribunal, antes do assassinato, o julgamento teve sucesso. Em um processo ganho, contabilizado em 8 mil reais, Anderson receberia o valor. Depois de saber da notícia, disse para ''deixar pra lá'', porque, o que ele merecia, já tinha ganhado. Mesmo assim, ao saber da quantia, o ex-patrão se iriou e pode ter planejado o crime, como acredita a família.
Um ano e meio depois do acontecido, a família ainda luta por justiça. O delegado responsável disse que pediu a prisão preventiva do suspeito [falso motoboy], mas ainda não foi decretada. Anderson deixou a esposa e dois filhos, um de dois e outro de cinco anos.
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