As duas foram encontradas mortas em um apartamento na última quarta-feira (15)

Vitória Tedeschi Publicado em 17/03/2023, às 12h58
Na tarde da última quarta-feira (15), uma idosa de 67 anos e uma criança de 10, avó e neta, foram encontradas mortas dentro de um apartamento com "sinais de crime" no bairro Piratininga, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. No entanto, ainda não se sabia o que havia acontecido.
Apesar do mistério, uma mulher de 34 anos - filha da idosa e mãe da criança - também foi socorrida inconsciente e levada, sob escolta da polícia, pelo resgate dos bombeiros para o Hospital João XXIII, era a principal suspeita pelo crime.
Já nesta sexta-feira (17), foi revelado tudo o que realmente aconteceu dentro do apartamento que teve um vazamento de gás e como avó e neta foram mortas pela própria filha e mãe.
De acordo com o jornal O Tempo, poucas horas após ser encontrada inconsciente, debruçada no fogão em uma tentativa de se matar por inalação de gás, na companhia da mãe e filha dela, a mulher deu detalhes do que teria ocorrido na cena do crime para a Polícia Militar.
Na ocasião, ela assumiu a autoria do assassinato das duas vítimas e disse que matou a mãe enquanto "brincavam" após ser tomada por um sentimento ruim que a teria impulsionado a apertar o pescoço da idosa na última segunda-feira (13), quando o crime teria começado.
Além disso, ela teria dito ainda que a vítima pediu que ela parasse e clamou por socorro ao cachorro da família. Porém, a suspeita continuou o golpe até sentir que a mãe teria desfalecido ao cair de joelhos no chão e com o corpo debruçado na cama.
Logo em seguida, a filha da autora do crime, uma criança de 10 anos, teria batido na porta do quarto perguntando o que estaria acontecendo, muito provavelmente após ouvir os gritos da avó.
Foi quando ela orientou que a filha fosse "tomar café", já que ela estava resolvendo um "problema com a avó" dela. A mulher deitou a mãe no chão do quarto, a cobriu com um lençol e saiu do cômodo para contar à filha que a avó havia morrido devido a um mal súbito.
Enquanto contava a história inventada para a menina, a mulher teria explicado que, como a idosa era quem cuidava financeiramente da casa, após sua morte o melhor destino seria as duas também "partirem juntas".
Na versão dada pela suspeita, ela teria dado duas opções para a filha: morrer ou ir para um abrigo. A criança chegou a questionar se não seria melhor ligar para alguém e para a polícia. Mas a mãe não aceitou a sugestão, uma vez que a idosa já estava morta no quarto.
Ainda na segunda-feira (13), sem coragem de matar a própria filha, as duas teriam ido dormir, enquanto a avó da criança estava morta em outro quarto. No dia seguinte, após acordarem, elas conversaram de novo sobre a situação e a criança solicitou novamente que ligasse para alguém, mas a mulher disse que a decisão "já estava tomada".
Inicialmente, a primeira tentativa foi de a mulher cortar os pulsos da criança, mas "a faca era ruim e a menina sentia dor". À polícia, a mulher relatou que não queria que houvesse dor e, por isso, desistiu da ideia, foi quando ela resolveu amarrar os braços da criança com uma calça e matou a criança com um mata-leão.
Enquanto aplicava o golpe com a filha rendida, a mulher contou que a vítima se debatia e chegou a urinar, mas ela continuou até que a criança morresse.
Por fim, a mulher alega que ficou deitada na cama ao lado da filha tomando remédio para tentar se matar. Como não conseguiu, resolveu ligar o gás e o inalar até a morte.
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