Fogo atingiu prédio de vários andares na cidade de Jinjiang, conhecida como um dos maiores polos de produção de sapatos do mundo

por Marina Milani
Publicado em 09/07/2026, às 16h31
Um incêndio em uma fábrica de calçados na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China, deixou 28 mortos nesta quinta-feira (9), segundo informações da agência estatal Xinhua.
O incêndio começou por volta do meio-dia no horário local (1h da madrugada no horário de Brasília) e atingiu uma unidade industrial de vários andares. Imagens divulgadas pela emissora estatal CCTV mostraram grandes chamas consumindo o prédio e uma intensa nuvem de fumaça preta sobre a região.
Durante o combate ao fogo, equipes de resgate identificaram pessoas presas no local, algumas delas no telhado da fábrica enquanto tentavam escapar da fumaça. Ao todo, foram mobilizados 183 profissionais e 35 veículos para atuar na ocorrência.
As autoridades informaram que as chamas foram controladas por volta das 17h40 no horário local, mas as operações de busca e resgate continuaram após a contenção do incêndio.
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que o caso provocou “graves perdas humanas” e determinou que todos os esforços fossem concentrados no resgate das vítimas e no apoio aos familiares. Ele também pediu uma investigação rápida para identificar as causas do incêndio e responsabilizar eventuais envolvidos.
Segundo as autoridades locais, as primeiras análises indicam que o fogo começou no térreo da fábrica. Materiais utilizados na produção de calçados, incluindo produtos inflamáveis, teriam contribuído para a rápida propagação das chamas.
A presença de adesivos e outros componentes usados na fabricação também provocou um forte odor no local, causando irritação nos olhos de pessoas próximas, informou a CCTV.
Jinjiang é considerada um dos principais centros da indústria calçadista chinesa e costuma ser chamada de “capital dos sapatos”. Dados oficiais apontam que as empresas instaladas na cidade produziram mais de 1,2 bilhão de pares de calçados em 2024, cerca de 20% da produção mundial.
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