O homicídio aconteceu no último sábado (24)

Thais Bueno Publicado em 27/12/2022, às 17h32
Uma tragédia fez com que o Natal de uma família inteira em São Paulo fosse arruinado e tomado por uma tristeza avassaladora.
Um menino, de apenas 11 anos de idade, foi cruelmente assassinado com um tiro nas costas na rua Serra do Mar, no bairro Jardim Paineira, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, no último sábado (24), em plena véspera de Natal.
De acordo com informações do veículo R7, da Record, a família da vítima está acusando um policial militar de ter matado o garoto. Ele foi morto enquanto andava na garupa da moto do primo.
Em entrevista para a Record TV, o primo, que preferiu não ser identificado, disse que o jovem lhe pediu para dar uma volta na motocicleta com ele antes da ceia de Natal apenas no quarteirão do local onde fica a residência da família.
Contudo, durante o caminho, uma situação inusitada aconteceu: uma pessoa desconhecida simplesmente correu em direção ao veículo, fato que assustou o piloto. Dessa forma, ele precisou estar com os reflexos em dia para desviar.
No momento seguinte, um policial militar - que estava em uma confraternização de véspera de Natal na casa da irmã - apareceu na rua e decidiu atirar contra a motocicleta, mirando na direção, justamente, da garupa.
Conforme contou o primo, ele ouviu um barulho similar a um disparo de arma de fogo, e o menino teria dito para ele que estava ferido. O homem mais velho, então, parou a moto e percebeu que, de fato, o tiro tinha atingido a criança.
Ele, então, correu para levá-lo de volta ao imóvel onde estava toda a família; porém, infelizmente a criança, que não teve o nome divulgado pela reportagem, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Segundo o primo, o policial militar que atirou contra a moto deles tem fama de agressor no bairro e utiliza dos "privilégios" da profissão para atacar os moradores. O agente está sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar.
Na delegacia, o PM apresentou uma história um tanto quanto diferente. Ele afirmou que sua esposa tinha sido cercada por diversos motoqueiros na noite de Natal e, por conta disso, teria puxado a arma. Contudo, ele disse que a arma falhou, por isso não conseguiu fazer nenhum disparo.
No boletim de ocorrência, a mãe da criança chegou a concordar que sim, existiam vários motoqueiros no local, mas o sobrinho e filho não estavam com eles. Eles estavam sozinhos e foram apenas dar uma volta após o menino insistir várias vezes, já que amava andar de moto.
O caso segue sob investigação das autoridades responsáveis.
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