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Enfermeira conta como começou a desconfiar de anestesista preso por estupro: "Fazia cabana que impedia a visão"

Segundo enfermeira, carga de anestesia ministrada pelo estuprador era muito maior do que o recomendado para cesarianas

Segundo testemunha, dose de anestesia ministrada por Giovanni era muito mais alta que o recomendado - Imagem: Instagram @giovanniquintellabezerra
Segundo testemunha, dose de anestesia ministrada por Giovanni era muito mais alta que o recomendado - Imagem: Instagram @giovanniquintellabezerra

Publicado em 12/07/2022, às 11h02 João Perossi


Uma das enfermeiras responsáveis por filmar o flagrante de Giovanni Quintella Bezerra abusando sexualmente de uma mãe em trabalho de parto deu mais detalhes às autoridades.

Segundo a profissional, que começou a desconfiar da conduta de Giovanni no primeiro dos três procedimentos realizados neste domingo (10) pelo médico, a dose de anestesia era tão grande que as novas mães não coseguiam nem mesmo segurar o recém-nascido.

A enfermeira também relatou com mais detalhes o método utilizado por Giovanni: "Após a saída do acompanhante da paciente da sala de cirurgia, Giovanni usou um capote, fazendo uma cabana que impedia que qualquer outra pessoa pudesse vizualizar a paciente do pescoço para cima".

No segundo procedimento o médico também teria usado o capote para esconder seus atos, mas a enfermeira teria começado a desconfiar pelo jeito que o médico mexia os braços: "Pelo movimento e pela curvatura do braço, pareceu que estava segurando a cabeça da paciente em direção à sua região pélvica".

Giovanni foi preso em flagrante na terceira cesariana que realizava no dia, e pode pegar pena de oito a 16 anos de reclusão por estupro de vulnerável. A especialização em anestesia do médico tinha sido concluida dois meses antes do flagrante.

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