Roubo aconteceu no Bom Retiro, centro de São Paulo por volta das 18h40 e terminou com a morte de um dos assaltantes

Fernanda Viana Publicado em 19/07/2022, às 15h39
Após uma tentativa de roubo, assaltantes fizeram clientes e funcionários reféns em um restaurante no Bom Retiro, região central de São Paulo, na noite desta segunda-feira (19).
Segundo testemunhas, o crime ocorreu por volta das 18h40 quando três indivíduos adentraram no restaurante localizado na rua Clemente de Almeida Moura e renderam o proprietário de 77 anos junto com dois funcionários e uma família que estava jantando no local - um casal, a filha de quatro anos e a avó.
Todos foram levados para a cozinha, amarrados e sentados à força no chão, onde tinham que ficar olhando para o chão. Para piorar a situação, os reféns não entendiam o que lhes era exigido, pois a família era coreana e os dois funcionários, paraguaios.
O proprietário do estabelecimento foi levado para o andar de cima, local de sua casa, pelos criminosos em busca de dinheiro, onde conseguiram R$6,4 mil e US$120.
Suspeitando de uma movimentação estranha no restaurante, um vigia de rua acionou um vizinho portador de registro de CAC (colecionador, atirador esportivo e/ou caçador).
O vizinho Armando teria ido conferir a situação e chegou a trocar tiros com os bandidos, atingindo dois. Ambos foram levados para o Hospital Barra Funda e Santa Casa, onde um deles, um homem de 37 anos, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. O outro homem de 53 anos permanece internado.
Armando foi responsável por chamar a polícia, que ficou cerca de uma hora e meia negociando a libertação dos reféns, que saíram sem ferimentos.
As informações iniciais da PM apontavam para a existência de um fugitivo, que seria o quarto integrante do grupo, mas a SSP (Secretaria de Segurança Pública) fala apenas em três envolvidos.
As armas dos assaltantes e a do vizinho, junto com outros objetos envolvidos na ocorrência, foram apreendidas para perícia técnica.
O caso foi registrado no 2º Distrito Policial como roubo, legítima defesa, homicídio e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A SSP não esclareceu se o vizinho com registro de CAC possuía permissão para porte de arma.
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