A polícia começou as investigações e, logo, grandes descobertas vieram à tona

Juliane Moreti Publicado em 18/10/2023, às 19h23
Nesta terça-feira (17), um bebê de dois anos foi encontrado morto em uma quitinete em Paranoá, no Distrito Federal, e o laudo preliminar apontou que ele sofreu diversas agressões, possivelmente pelo próprio pai.
De acordo com informações do portal Metrópoles, a mãe, Patrícia contou, em depoimento à polícia, que deixou o pequeno, Cássio, com o genitor, identificado como Wagner. Posteriormente, o suspeito enviou uma mensagem para a companheira, alegando que o filho do casal não estava bem.
Wagner acionou o Corpo de Bombeiros, mas a criança foi encontrada sem vida na residência. Durante a investigação, o genitor virou o principal alvo justamente por causa de algumas informações colhidas por médicos, testemunhas e provas.
Alguns vizinhos comentaram que o pequeno era vítima de violência doméstica. O laudo mostrou que Cássio tinha ferimentos nos olhos, várias marcas pelo corpo e múltiplas lesões. A criança morreu por sofrer uma hemorragia, que, depois, progrediu para um choque hipovolêmico.
O homem foi preso em flagrante logo após o colhimento de todos os detalhes, que indicam que Cássio era frequentemente maltratado pelo próprio pai. Há, inclusive, a comprovação de que a criança morreu em decorrência da ação maldosa e mais recente de Wagner.
O genitor será indiciado como autor do homicídio qualificado por tortura, motivo fútil e redução de capacidade de resistência da vítima. Agora, a polícia investiga se a mãe também está envolvida no crime.
O acusado também tinha uma outra passagem pela polícia por violência doméstica, no âmbito da Lei Maria da Penha, contra a companheira, o que pode indicar que, infelizmente, agressões eram comuns dentro da residência familiar.
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